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Incontinência urinária e o impacto na saúde mental

A incontinência urinária pode afetar a saúde mental do paciente, sendo as mulheres as mais afetadas pela condição.

Condição é motivo de vergonha para algumas pessoas que, às vezes, acabam se isolando e ficando mais vulneráveis à depressão. 

 

A incontinência urinária, condição que consiste na perda involuntária de urina (seja um pequeno escape ou grandes quantidades), é motivo de vergonha para muitos pacientes. Diferente de outras condições comuns, como hipertensão ou asma, por exemplo, em que a maioria das pessoas se sente confortável para falar abertamente sobre suas queixas, na incontinência a questão é mais delicada. Não ter o controle da própria bexiga pode causar um grande constrangimento, o que por vezes faz com que os pacientes se isolem e deixem de fazer atividades que gostam. 

O isolamento muitas vezes ocorre por receio de precisar ir ao banheiro a todo instante (e nem sempre ter acesso fácil a um), precisar trocar de absorvente ou roupa íntima com frequência, medo de que as pessoas ao redor sintam o odor dos escapes de urina ou ficar com a roupa molhada. São questões sensíveis que a grande maioria dos pacientes já teve que lidar. 

Para quem tem incontinência urinária de esforço, os escapes podem acontecer após ações simples como rir, tossir ou espirrar. Por isso, é normal o receio de ter escapes durante qualquer atividade ou interação social. 

O impacto na qualidade de vida pode afetar a saúde mental e deixar pacientes com incontinência mais vulneráveis a quadros de depressão e ansiedade. Naqueles com perda de urina severa, a situação pode ser ainda mais complicada. Mas não precisa ser assim. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a condição não é algo natural, que faz parte do envelhecimento. Existem tratamentos disponíveis e formas de lidar com a incontinência urinária (com o uso de produtos específicos), sem precisar passar por constrangimentos e se privar do convívio das pessoas e das atividades que gosta. Veja orientações para lidar melhor com a situação:

 

Não deixe de buscar tratamento

 

A vergonha às vezes dificulta o diagnóstico, o que só prejudica mais os pacientes. Ao perceber os escapes de urina, busque tratamento. Existem alguns tratamentos disponíveis para a incontinência urinária, como cirurgias, medicamentos e fisioterapia para reforçar a musculatura do assoalho pélvico. O escolhido vai depender do tipo de incontinência (por esforço, de urgência ou mista). 

 

Encontre formas de minimizar o desconforto

 

Enquanto o controle da urina não é retomado, existem produtos que podem ser usados para minimizar o desconforto e o constrangimento causado pela incontinência urinária, como absorventes específicos para essa condição, que absorvem a urina e mantém a pele seca, neutralizando o cheiro de xixi. Há produtos também que podem ser vestidos, como calcinhas ou cuecas e que também ajudam bastante na qualidade de vida do paciente. Evite soluções caseiras, que não costumam ser eficazes. 

 

Considere fazer terapia

 

Se estiver com muita dificuldade para lidar com as questões emocionais ou notar sintomas de depressão ou ansiedade (como alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, cansaço frequente, pensamentos acelerados, medo de sair em público), procure ajuda. O atendimento psicológico pode ajudar a lidar melhor com essas questões. Em casos mais graves, pode ser necessário também atendimento psiquiátrico e uso de medicamentos para atenuar os sintomas.
Cuidadores e familiares também devem se atentar à saúde mental dos pacientes e observar se há presença de sintomas de depressão, principalmente nos mais idosos, que podem necessitar de cuidados mais intensivos. 

 

Você não está sozinho (a)

 

Mais de 10 milhões de brasileiros têm incontinência urinária. A condição é muito mais frequente em mulheres, e não atinge apenas idosas, mas também mulheres jovens. Saiba que ter incontinência não é motivo de vergonha. Trata-se de uma condição de saúde como qualquer outra e para a qual existe tratamento. Procure ajuda!

 

Conteúdo desenvolvido em parceria com a marca TENA: https://www.tena.com.br

Veja também: Como a incontinência urinária funciona? | Animações #18

Sobre o autor: Maiara Ribeiro

Maiara Ribeiro é repórter do Portal Drauzio Varella desde 2018. Tem interesse em assuntos relacionados à saúde da criança, da mulher e do idoso.