Ingestão de fibras e de água ajudam a prevenir a apendicite, mas mesmo com dieta equilibrada o problema pode se instalar. É fundamental reconhecer sintomas e procurar assistência imediatamente.

 

A apendicite (inflamação do apêndice) tem início quando há uma obstrução do orifício que liga o apêndice ao intestino, normalmente por resquícios fecais ou até parasitas. Dessa maneira, o órgão aumenta de volume e bactérias passam a se proliferar naquele ambiente. Daí a necessidade de uma intervenção cirúrgica o quanto antes (até 12 horas a partir do começo dos sintomas), já que o risco de uma infecção generalizada é grande. 

 

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Embora o grupo mais propício a desenvolver apendicite sejam adolescentes e jovens adultos na faixa dos 30 anos, ninguém está imune à doença. Inserir alimentos ricos em fibras na alimentação é uma maneira de reduzir os riscos de apendicite, pois esses nutrientes facilitam o trânsito intestinal e diminuem a incidência de obstrução do órgão. Pelo mesmo motivo, tomar bastante água ajuda a manter o fluxo digestivo. Ainda assim, mesmo uma dieta adequada não elimina totalmente o risco. Portanto, é fundamental reconhecer rapidamente os sintomas.

 

Sintomas e tratamento da apendicite

 

A dor de apendicite é bem característica e vale a pena ficar atento a sinais como dor na região inferior direita do abdômen (na altura do umbigo), febre baixa, perda de apetite, constipação intestinal e calafrios.

O diagnóstico, normalmente, é clínico e baseado na queixa do paciente. Entretanto, o médico pode solicitar alguns exames complementares de emergência, como ultrassonografia e hemograma, para observar se há aumento do nível de leucócitos, o que pode indicar infecção.

O apêndice cecal é um órgão linfático localizado na parte inferior do intestino grosso (também chamada de cólon) e tem o formato parecido com o dedo de uma luva. Até pouco tempo atrás, pesquisadores não sabiam dizer qual era a real importância desse órgão que se parece com uma pequena bolsa, mas hoje se sabe que ele é um dos responsáveis pela produção de linfócitos e glóbulos brancos do corpo humano. Como ele não é o único a cumprir essa tarefa, ele não é vital para o organismo. Dessa forma, o tratamento é basicamente cirúrgico.

Existem alguns estudos que avaliaram a eficácia de usar antibióticos para evitar a cirurgia de apendicite, mas em muitos casos ela não foi suficiente ou, após um sucesso inicial, permitiu o retorno do problema. Atualmente, a extração do órgão é realizada por laparoscopia por meio de três pequenas incisões no abdômen. Em situações específicas a cirurgia pode ser feita da forma convencional, com uma incisão maior na região.