Acne adulta: o que é e como tratar

A condição é mais comum entre as mulheres, e pode estar relacionada a alterações hormonais e uso de medicamentos.

Isabelle Manzini é jornalista e analista de redes sociais. Interessa-se por assuntos relacionados à saúde mental, saúde da população negra e saúde LGBTQIA+.

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A condição é mais comum entre as mulheres, e pode estar relacionada a alterações hormonais e uso de medicamentos.

 

Acne não é um problema exclusivo dos adolescentes: adultos também podem desenvolver a condição.

A acne se forma a partir da inflamação nas glândulas sebáceas, que passam a acumular queratina e restos epiteliais. A gordura em excesso, responsável por obstruir os poros, acaba atraindo bactérias da espécie Propionibacterium acnes (P. acnes), que se alimentam dela. Quando o sistema imunológico tenta combater essa bactéria, temos os cravos e espinhas.

        Veja também: Dicas para evitar acne

A inflamação inicial resulta no cravo simples, pontinhas pretas ou esbranquiçadas no rosto, que tendem a ser indolor. A espinha avermelhada, de ponta branca e dolorida como conhecemos, é um estágio mais avançado do problema, que indica uma infecção bacteriana na área.

Quando a acne surge em pessoas com mais de 25 anos, é chamada de “acne adulta”. Por ter maior incidência nas mulheres, também costuma ser chamada de “acne da mulher adulta” (AMA). Diferente da acne adolescente, que ocorre na “zona T” do rosto (testa, nariz e queixo), a adulta atinge a “zona U”: mandíbula, queixo e pescoço, o peito (colo) e a região superior das costas.

 

Por que as mulheres têm mais acne?

Questões hormonais estão entre os principais fatores da acne na fase adulta, embora não seja o único. Por isso, a condição é mais comum entre mulheres, que passam por variações hormonais em diversos períodos da vida: menstruação, gravidez, pré-menopausa ou menopausa.

Apesar de mais rara entre os homens, eles também podem desenvolver acne adulta. Quando isso acontece, a tendência é de que o quadro seja mais grave, exigindo um tratamento mais agressivo.

Mas é preciso estar atento a outros indicadores que podem favorecer o aparecimento da acne:

  • Sensibilidade aos hormônios masculinos;
  • Oleosidade da pele;
  • Condições hormonais;
  • Uso de medicamentos (corticoides, anabolizantes e antidepressivos);
  • Má alimentação;
  • Tabagismo;
  • Hereditariedade;
  • Problemas emocionais;
  • Uso de produtos oleosos;
  • Consumo excessivo de suplementos e vitaminas;
  • Excesso de iodo e vitaminas do complexo B;
  • Possível resistência à bactéria P. acnes;
  • Doenças endócrinas.

Além disso, alguns hábitos diários podem agravar o surgimento da acne:

  • Exposição ao sol e à poluição;
  • Lavagem excessiva da pele;
  • Estresse;
  • Rompimento das espinhas;
  • Sono insuficiente.

 

Veja a entrevista do Dr. Drauzio com a dermatologista Daniela Leal sobre acne:

Como funciona o tratamento?

O tratamento da acne adulta dependerá da causa e da gravidade, podendo levar meses ou anos. Ele pode ser feito por meio de produtos tópicos na pele e com antibióticos e anti-inflamatórios ou outros tipos de medicamentos, como a isotretinoína, via oral.

Anticoncepcionais também podem ser receitados com esse propósito, mas apenas após uma avaliação médica individual.

 

Como prevenir o surgimento dos cravos e espinhas?

Outros cuidados simples podem ajudar a prevenir a acne adulta, como lavar o rosto duas vezes por dia com sabonete especial ou neutro; retirar resíduos do condicionador no rosto ao lavar o cabelo (para evitar que os poros fiquem obstruídos); manter uma alimentação equilibrada; e beber bastante água.

Ao perceber alguma espinha ou cravo, evite ficar mexendo, para não piorar a inflamação. Há produtos específicos que ajudam a diminuir as lesões, converse com um profissional dermatologista para saber quais são indicados para o seu tipo de pele.

Evite seguir dicas que não sejam de profissionais, pois pode haver piora no quadro.

 

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