Doenças e sintomas

Linfoma

Médico apalpando gânglios do pescoço de uma mulher no consultório.

Linfoma é o nome de um conjunto de cânceres que atacam o sistema responsável por ajudar a combater infecções.

 

O sistema linfático é composto por órgãos, vasos e tecidos linfáticos e pelos linfonodos, que se distribuem em posições estratégicas do corpo para ajudar na defesa contra infecções. Esse sistema produz e transporta os glóbulos brancos, células que combatem as infecções e participam do sistema imunológico.

Veja também: Leia aqui uma entrevista sobre linfomas

O linfoma ocorre quando uma célula normal do sistema linfático sofre mutações, passam a se multiplicar sem parar e se disseminar pelo organismo.

Os diversos tipos de linfomas têm comportamento e grau de agressividade diversos. Eles podem ser divididos em 2 grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin. Os primeiros ocorrem em um tipo de célula linfoide conhecido como célula de Reed-Sternberge e acometem mais pessoas entre 15 e 35 e acima dos 55 anos; os segundos são mais comuns em pessoas mais velhas e podem surgir em outras células do sistema linfático.

 

Fatores de risco do linfoma

 

Alguns linfomas estão relacionados a infecções crônicas (como por HIV e HTLV) que podem predispor à mutação das células linfáticas. Outros podem ocorrer devido a fatores ambientais, como a exposição a produtos químicos. O histórico familiar da doença também está relacionado a um maior risco. Certos tipos acometem mais jovens, mas a maioria atinge mais os idosos. Na maior parte dos casos, não há causa definida.

 

Sintomas de linfoma

 

O primeiro sinal do linfoma é a presença de linfonodos aumentados (popularmente conhecidos como ínguas) mesmo quando não há nenhuma infecção. Nesse caso, os glóbulos brancos proliferam desordenadamente, gerando o crescimento anormal que forma as chamadas ínguas.

Em geral, os linfonodos infecciosos são dolorosos, ao contrário daqueles presentes nos linfomas, que se apresentam como caroços indolores. Essas ínguas aparecem com mais frequência no pescoço, nas axilas e na virilha. Outros sintomas menos específicos incluem:

  • Febre;
  • Perda de peso;
  • Suor excessivo, principalmente à noite;
  • Fraqueza;
  • Aumento do volume do abdômen.

 

Diagnóstico de linfoma

 

Quando há suspeita de linfoma, o paciente deve ser submetido a uma biópsia do gânglio alterado (preferencialmente, com coleta do gânglio inteiro), que será analisado por um patologista especializado. É importante que o exame seja feito em um centro de referência, pois existem muitos subtipos de linfoma e é fundamental diagnosticar de forma precisa.

Feito o diagnóstico, o próximo passo é o estadiamento, para identificar outras áreas possivelmente acometidas pelo câncer. Também são pedidos exames de imagem para auxiliar no diagnóstico, dependendo de cada tipo.

 

Tratamento de linfoma

 

O tratamento mais usado é a quimioterapia, complementada, em alguns casos, com a radioterapia. A quimioterapia é mais eficaz no linfoma do em tumores como câncer de pulmão e de intestino.

Os anticorpos monoclonais — proteínas presentes no sistema de defesa do organismo alteradas em laboratório para atacar células específicas — também podem ser utilizados no tratamento associados à quimioterapia, principalmente nos casos de linfoma não Hodgkin.

 

Recomendações sobre linfoma

 

  • Evite a exposição prolongada a produtos químicos, em especial a produtos agrícolas;
  • Pacientes infectados com o vírus HTLV e o vírus HIV correm risco maior de desenvolver linfoma, portanto devem estar mais atentos aos sintomas;
  • Faça um autoexame frequentemente. Quanto mais você conhecer o próprio corpo, mais depressa identificará possíveis alterações físicas;
  • A incidência de linfoma aumenta com a idade; por isso os idosos, principalmente os de ascendência europeia, devem redobrar a atenção;
  • Procure um médico se notar a presença de uma íngua (gânglio aumentado) no pescoço, axila, virilha, especialmente se ela não for dolorosa, tiver crescimento rápido e você não apresentar nenhum outro sinal de infecção (como febre e mal estar);
  • Quimioterapia para linfoma pode afetar a produção de óvulos e espermatozoides. Se você deseja ter filhos, leve esse dado em conta e considere métodos de preservação de sêmen e de óvulos.

 

Perguntas frequentes sobre linfomas

 

Linfoma é câncer?

Sim. Linfoma é um termo usado para designar vários tipos de câncer que se originam nos linfócitos, células indispensáveis ao sistema imunológico.

Qual a diferença entre os de Hodgkin e os Não-Hodgkin?

Dentro desses dois grupos existe ainda outras subdivisões em diversas categorias. A diferença entre eles está em características específicas das células e nos grupos mais atingidos. Linfomas podem aparecer em qualquer fase da vida, mas os de Hodgkin são mais comuns entre 15 e 40 anos, com maior frequência entre 25 e 30 anos. A incidência de novos casos tem permanecido estável. Já a incidência dos Não-Hodgkin duplicou nos últimos 25 anos, em especial entre pessoas com mais de 60 anos.

Sobre o autor: Maria Helena Varella Bruna

Maria Helena Varella Bruna é redatora e revisora, trabalha desde o início do Site Drauzio Varella, ainda nos anos 1990. Escreve sobre doenças e sintomas, além de atualizar os conteúdos do Portal conforme as constantes novidades do universo de ciência e saúde.

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