Doenças e Sintomas

Caxumba (papeira)

Menino sentado em cama de hospital com pescoço inchado, um dos principais sintomas da caxumba.

Caxumba é uma doença que provoca inflamação nas glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais. Geralmente, a infecção se manifesta na infância, nos meses de inverno e início de primavera. 

 

Caxumba é uma doença infecciosa causada por um vírus da família dos Paramyxovirus, que provoca  inflamação não só nas glândulas parótidas, mas também nas glândulas submaxilares e sublinguais.

Na maior parte das vezes, a infecção se manifesta na infância, nos meses de inverno e no começo da primavera.

Embora seja uma enfermidade de evolução benigna, em alguns casos podem ocorrer as seguintes complicações: inflamação dos testículos e dos ovários (que pode resultar em esterilidade), meningite asséptica, pancreatite, neurite e surdez.

O período de incubação varia de 14 a 25 dias. A transmissão se dá pelo contato direto com as secreções das vias aéreas superiores da pessoa infectada, a partir de dois dias antes até nove dias depois do aparecimento dos sintomas.

Raros são os casos de reinfecção pelo vírus da caxumba. Em geral, uma vez infectada, a pessoa adquire imunidade contra a doença. No entanto, se a infecção se manifestou apenas de um lado, o outro pode ser afetado em outra ocasião.

 

Sintomas da caxumba

 

São sintomas da infecção, menos intensos nas crianças do que nos adultos:

  • Inchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (localizadas embaixo da mandíbula);
  • Dor muscular e ao engolir;
  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Inapetência.

Os seguintes sinais sugerem complicações da doença e exigem assistência médica imediata:

  • Dor e inchaço nos testículos (orquite) e na região dos ovários (ooforite);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Dor no abdômen superior (pancreatite);
  • Rigidez na nuca;
  • Dor de cabeça;
  • Prostração (meningite).

 

Veja também: Aprenda com mais detalhes como conhecer os sintomas de caxumba

 

Diagnóstico de caxumba

 

O diagnóstico é basicamente clínico. Entretanto, há exames de sangue que ajudam identificar a presença de anticorpos contra o vírus vaso seja necessário estabelecer o diagnóstico de certeza.

 

Vacina contra caxumba

 

A vacina contra caxumba é produzida com o vírus vivo atenuado da doença e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. Pode ser aplicada isoladamente. No entanto, em geral, está associada às vacinas contra sarampo e rubéola. As três juntas compõem a vacina tríplice viral. A primeira dose deve ser administrada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Exceção feita aos imunodeprimidos e às gestantes, adultos que não foram infectados nem tomaram a vacina na infância e adolescência devem ser imunizados.

 

Tratamento da caxumba

 

Não existem drogas específicas. A doença é autolimitada e o tratamento, sintomático com analgésicos, antitérmicos. O doente deve permanecer em repouso enquanto durar a infecção.

 

Recomendações para lidar com a caxumba

 

  • Mantenha o doente em repouso até que tenham desaparecido os sintomas;
  • Ofereça-lhe alimentos líquidos ou pastosos, que são mais fáceis de engolir;
  • Lembre-se: adultos que não foram vacinados ou não tiveram a doença podem ser infectados pelo vírus da caxumba e por isso devem ser vacinados;
  • Atenção mulheres que nunca tiveram caxumba, nem tomaram a vacina: procurem um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar abortamento.

 

Perguntas frequentes sobre caxumba

 

É verdade que a caxumba pode “descer”?

Sim. O vírus pode atingir testículos nos homens e ovário nas mulheres, provocando inflamação e, sem tratamento, infertilidade.

 

Caxumba é perigosa na gravidez?

Sim. A doença pode provocar abortamento espontâneo, principalmente nas 12 primeiras semanas de gestação. Porém. não há evidências de que ela pode causar má-formações ou prejudicar o bebê de qualquer forma.

 

Grávidas podem se vacinar contra a caxumba?

Não, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola é contraindicada para gestantes.

 

É possível pegar mais de uma vez?

É raro, mas pode acontecer.

Sobre o autor: Maria Helena Varella Bruna

Maria Helena Varella Bruna é redatora e revisora, trabalha desde o início do Site Drauzio Varella, ainda nos anos 1990. Escreve sobre doenças e sintomas, além de atualizar os conteúdos do Portal conforme as constantes novidades do universo de ciência e saúde.