Tontura, desmaio, respiração curta e sensação de que o coração vai sair pela boca. Esses sintomas podem ser confundidos com uma crie de pânico, mas também podem indicar um problema no coração, como a fibrilação atrial (FA).

A FA é um tipo de arritmia caracterizada pela contração desordenada dos átrios (câmaras superiores do coração). Assim, o sangue é bombeado de forma irregular, o que aumenta o risco de formação de coágulos que podem cair na corrente sanguínea e migrar para vasos do cérebro, elevando exponencialmente o risco de o paciente sofrer um AVC (derrame).

Segundo o dr. José Francisco Kerr Saraiva, pesquisador e professor titular de Cardiologia da PUC Campinas, o diagnóstico precoce da arritmia é fundamental, já que muitas vezes o paciente só descobre que tem FA após sofrer um AVC.

 

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“Em geral, com um simples eletrocardiograma é possível confirmar o diagnóstico, por conta do traçado irregular dos batimentos cardíacos que a FA gera. O médico também consegue identificar a irregularidade auscultando os batimentos com o estetoscópio ou medindo o pulso do paciente”, explica. “Infelizmente, a grande maioria não acha grave ter certos sintomas, como batimentos cardíacos acelerados. Então, muitos pacientes acabam chegando à emergência quando a doença entra em sua fase aguda.”

O cardiologista aconselha que as pessoas meçam o próprio pulso para saber se o coração está batendo dentro do ritmo. “Basta colocar os dois dedos no pulso e contar o número de batimentos durante 1 minuto. A média deve ser de 60 a 100 batimentos por minuto. Se sentir algum descompasso no ritmo dos batimentos, é importante consultar um especialista”, afirma.

Pelo menos uma vez por ano procure seu clínico para que ele possa avaliar sua saúde e orientá-lo. Controlar doenças como diabetes e pressão alta também é fundamental para prevenir a fibrilação atrial.