Dependendo da localização da dissecção da aorta, a dor pode irradiar para pescoço, costas ou abdômen. O problema exige socorro imediato.

 

A dissecção de aorta é uma emergência médica caracterizada por uma lesão na parede interna da artéria aorta, que se inicia no coração e termina na quarta vértebra lombar e é a maior e mais importante do sistema circulatório, de onde partem praticamente todas as artérias que irrigam nosso organismo. A lesão permite que o sangue invada as camadas mais internas da aorta, forçando um caminho que separa a camada mais interna da camada média. Essa condição pode diminuir a irrigação em determinados órgãos ou, nos casos mais extremos, provocar o rompimento da camada mais externa, o que leva à hemorragia e constitui um quadro grave que precisa de atendimento imediato.

 

Sintomas

 

O sintoma principal é dor intensa e súbita no tórax. Dependendo da localização da dissecção, a dor pode irradiar para pescoço, costas ou abdômen. Também pode haver falta de ar, tontura, desmaio e paralisia em partes do corpo.

 

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Fatores de risco

 

A dissecção de aorta é mais incidente em homens a partir dos 60 anos. Hipertensão e arteriosclerose (endurecimento das artérias) são fatores de risco importantes e estão presentes em 75% dos casos. Algumas condições congênitas também podem tornar o vaso mais frágil, como as síndromes de Marfan e de Ehlers-Danlos. Traumas torácicos também podem ocasionar dissecções de aorta.

 

Tratamento

 

Geralmente, são usados medicamentos que baixam a pressão arterial para frear a agressão à área danificada e estabilizar o fluxo sanguíneo. Em seguida, há indicação de cirurgia para remover a região dissecada, interromper a entrada de sangue nas camadas internas e reconstruir o vaso com enxertos sintéticos. Em alguns casos, dependendo de uma série de fatores (como região atingida e ausência de complicações), o uso de medicamentos sem cirurgia pode ser suficiente.

Medicamentos que controlam a pressão arterial podem ser necessários por longos períodos no pós-operatório ou até mesmo por toda a vida, para evitar danos à região operada, novas dissecções ou outras complicações.