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Proctologia

Como higienizar o ânus corretamente?

Saiba como manter a região anal limpa, saudável e livre de desconfortos

A higiene do ânus é um cuidado básico do dia a dia, mas ainda negligenciado por falta de informação e até por constrangimento em falar sobre o assunto. E quando feita de forma inadequada, pode causar problemas de saúde. 

“A higienização deve ser realizada apenas após as evacuações. Fora isso, não há necessidade de lavagens frequentes. O excesso de limpeza é uma das causas mais comuns de irritação e coceira na região anal. O ideal é manter uma rotina equilibrada, com produtos neutros e movimentos suaves”, explica Ana Sarah Portilho, coloproctologista e diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). 

 

Como higienizar o ânus adequadamente

A recomendação é fazer uma limpeza simples e cuidadosa, com água corrente e sabonete neutro.

Após a lavagem, é importante secar bem a região com uma toalha macia. Manter o local úmido pode favorecer desconfortos, como assaduras e coceira, além de criar um ambiente propício para a proliferação de fungos.

Em situações em que não é possível realizar a lavagem, pode-se utilizar lenços umedecidos próprios para pele sensível, livres de álcool e fragrância.

“O papel higiênico deve entrar apenas como complemento para eliminar o excesso de resíduos, desde que seja macio e sem perfume. Em todos os casos, a limpeza deve ser feita de forma suave, respeitando a sensibilidade natural da região”, indica a médica.

Veja também: Mitos e verdades sobre o ânus

 

O que evitar durante a higiene anal 

  • Produtos com fragrância ou ação antisséptica, como sabonetes e lenços umedecidos comuns;
  • Lenços que contenham álcool ou outras substâncias irritantes;
  • Duchas internas, que interferem na proteção natural da região;
  • Papel higiênico áspero, colorido ou perfumado;
  • Movimentos bruscos ou pressão excessiva na limpeza;
  • Receitas caseiras ou produtos não desenvolvidos para uso íntimo;
  • Deixar a região úmida após a higiene. 

Além disso, é importante evitar a higienização no sentido inadequado. No caso das mulheres, a limpeza de trás para frente deve ser evitada, pois a proximidade entre o ânus, a vagina e a uretra pode facilitar a transferência de resíduos. O movimento recomendado é sempre da frente para trás, como forma de reduzir o risco de contaminações.

 

Sinais que indicam uma higiene do ânus inadequada

Alguns sinais podem indicar que a higiene anal não está sendo realizada da forma mais adequada, como sensação frequentes de desconforto, coceira ou ardor, vermelhidão e maior sensibilidade na região.

A sensação persistente de umidade ou de limpeza incompleta após a evacuação também pode indicar que algo não vai bem. Outro alerta comum é a presença de mau odor recorrente, mesmo após a higiene. 

“Na maioria das vezes, o problema é o excesso de higiene, e não a falta dela. O uso exagerado de sabonetes, lenços e lavagens pode irritar e ressecar a pele. Caso os sintomas persistam, é importante procurar um coloproctologista para avaliação e tratamento”, orienta a especialista.

Vale lembrar de um cuidado simples que completa a rotina de higiene: lavar bem as mãos com água e sabão sempre após o uso do vaso sanitário, seja para urinar ou evacuar. Esse hábito é uma das formas mais eficazes de reduzir a propagação de doenças. 

Veja também: Papel higiênico ou ducha higiênica? Entenda qual deles é o mais indicado para a limpeza íntima

 

Cuidados em situações específicas

Em casos de diarreia, a pele da região anal costuma ficar mais fragilizada. Nesses momentos, o mais indicado é fazer a limpeza com água, secar com delicadeza usando uma toalha macia e reduzir o uso de papel higiênico. Cremes e pomadas só devem ser aplicados com orientação médica, já que o uso inadequado pode intensificar a irritação.

“No caso da prisão de ventre, hábitos como beber líquidos ao longo do dia e consumir alimentos ricos fiem fibras ajudam a tornar a evacuação mais confortável. Após o uso do banheiro, a recomendação é evitar atrito excessivo na limpeza, o que ajuda a prevenir fissuras e desconfortos locais”, finaliza a dra. Ana Sarah.

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