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Fluxo menstrual: qual a quantidade normal?

mulher deitada com bolsa de água quente sobre o ventre, no primeiro dia de fluxo menstrual

O fluxo menstrual varia de intensidade. Como saber se seu fluxo é considerado normal ou pode indicar  algum problema de saúde?

 

O fluxo menstrual varia muito de mulher para mulher e também pode ir mudando durante a vida, conforme a idade. Não existe um padrão, mas é importante ficar atenta a algumas questões.

Primeiro: um ciclo menstrual tem em média 28 dias, e começa com a menstruação, que dura de 3 a 8 dias. A perda sanguínea por ciclo é de, em geral,  30 a 80ml. Só para você ter uma noção, uma xícara cheia de café espresso tem cerca de 50 ml. A dra. Fernanda Pepicelli, ginecologista e obstetra pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), diz que não existe uma maneira prática e objetiva de medir a quantidade de sangue, porém é preciso prestar atenção na quantidade de coágulos sanguíneos eliminados.

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“Se o sangue menstrual forma muitos coágulos, isto é, aqueles pedacinhos de sangue mais sólidos que saem principalmente no início do ciclo, provavelmente a perda sanguínea é maior que o normal. Basicamente, quanto mais coágulos expelidos, maior a perda [de sangue].”

Podemos separar o fluxo menstrual em três categorias: leve, moderado e intenso. Um ciclo leve normalmente tem um dia com um fluxo mais intenso (em geral o primeiro ou segundo dia da menstruação) e outros dois mais leves. Para quem tem um fluxo menstrual de moderado a intenso, a quantidade de perda sanguínea não diminui com os passar dos dias, podendo manter-se intensa de 5 a 6 dias. É comum que mulheres com fluxo intenso tenham de utilizar absorventes noturnos ou um absorvente interno e outro externo para conter vazamentos.

Se seu fluxo é intenso, não há motivo para pânico, principalmente se sempre foi assim. Como foi dito, isso é muito individual e varia de mulher para mulher. Mas se você notar que, de repente, seu fluxo aumentou drasticamente é necessário investigar.

“Primeiro temos que excluir os problemas orgânicos, representados pela gravidez e suas complicações. Tem também as doenças uterinas e pélvicas, como os miomas, a endometriose, os pólipos. Até problemas além do aparelho reprodutivo precisam ser investigados, como diabetes, disfunções de tireoide, ou mesmo o uso de medicamentos que interfiram na ação hormonal ou nos mecanismos de coagulação.”

A médica relata, ainda, que também pode se pensar em um sangramento uterino disfuncional, que pode ocorrer por por causas ovulatórias ou que afetam a camada mais interna do útero, o endométrio. “Esse problema é mais comum nos extremos da vida reprodutiva. Quando a menina começou a menstruar ou quando se aproxima da menopausa.”

A ausência de menstruação também precisa ser investigada, pois pode ser sinal de gravidez, problemas que afetem a composição corporal, síndrome de ovário policístico, entre outras.

Quanto à coloração, em geral, nos primeiros dias o sangue pode ser marrom escuro, porque é um sangue mais “velho”, do ciclo passado. Ao longo do período a cor vai mudando para um vermelho vivo, podendo ou não ter coágulos (pequenos grumos), depois para um vermelho tinto e no finalzinho da menstruação vai voltando para o marrom (cor de borra de café). Fique atenta, pois o sangue menstrual não tem odor. O cheiro, que não deve ser muito intenso nem desagradável, surge quando o sangue entra em contato com o oxigênio do ar. Se você notar um odor forte, é preciso investigar, pois pode ser sinal de uma infecção por bactéria.

Sobre o autor: Juliana

Juliana Conte é jornalista, repórter do Portal Drauzio Varella desde 2012. Interessa-se por questões relacionadas a manejo de dores, atividade física e alimentação saudável.

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