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Diagnóstico de depressão | Artigo

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O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas.

 

Depressão é a tristeza quando não acaba mais. É uma doença que ataca tão subrepticiamente, que a maioria dos que sofrem dela nem percebem que estão doentes. De cada dez pessoas que procuram o médico, pelo menos uma preenche os requisitos para o diagnóstico de depressão.

 

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Do início insidioso, a depressão evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração. Nos casos mais simples, a pessoa pode curar-se por conta própria em duas a quatro semanas. Passado esse período sem haver melhora, os especialistas recomendam atenção e tratamento, porque a depressão prolongada pode levar a suicídio e mortes por causas naturais.

Para ajudá-lo a identificar os sintomas da depressão acompanhe o algoritmo abaixo, retirado da quarta edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV):

  • Durante o último mês, você esteve frequentemente chateado por se sentir deprimido e desesperançado?
  • Durante o último mês você esteve frequentemente chateado por sentir falta de interesse nas atividades?

Se a resposta foi não a ambas as perguntas, é pouco provável que você tenha depressão. Mas, se uma das respostas foi sim, esteja atento a outros sintomas da doença.

O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.

  • Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
  • Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
  • Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
  • Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
  • Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
  • Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;
  • Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;
  • Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;
  • Idéias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.

De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos:

  • Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;
  • Distimia: 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;
  • Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.

Sobre o autor: Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.

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