Doenças e sintomas

Picada de aranha

Aranha Marrom sobre uma bota. | Roberto Hunger

Aranha marrom, armadeira e viúva-negra são os tipos que mais causam acidentes no Brasil. Veja como evitar e saiba o que fazer em caso de picada de aranha.

 

No Brasil, é comum ocorrerem picadas de aranhas, mas a maioria não tem maior gravidade. De qualquer forma, é sempre recomendado procurar assistência médica e buscar reconhecer os tipos que requerem maior atenção.

Veja também: O que fazer em caso de picada de escorpião

 

Sintomas das picadas das principais aranhas que causam acidentes

 

As aranhas que causam acidentes com mais frequência no Brasil pertencem a três grupos principais:

 

Aranha Marrom (Loxosceles).

Aranha marrom | Roberto Hunger

A aranha marrom tem até 3 cm de comprimento (contando as patas) e geralmente só ataca se for comprimida ou se sentir ameaçada. É encontrada em locais com pouca iluminação e de difícil acesso, como em espaços de telhas, móveis e entre objetos guardados em depósitos, porões e similares. Sua teia lembra um algodão esgarçado. A picada não provoca muita dor, mas algumas horas após, surge no local uma lesão dura e escura que pode evoluir para necrose se não houver tratamento.

 

Aranha Armadeira (Phoneutria).

Aranha armadeira (Phoneutria) | pxhidalgo

A aranha armadeira chega a 15 cm de comprimento (contando as patas) e é agressiva. É conhecida por levantar as patas dianteiras quando assume uma posição de ataque, e pode saltar até 40 cm de distância. Abriga-se sob troncos, folhas, entulho, atrás de vasos, móveis e em calçados. A picada causa dor intensa imediatamente.

 

Viúva-Negra (Latrodectus).

Viúva-negra (Latrodectus) | Ondreicka1010

A viúva-negra tem corpo preto e abdômen arredondado com uma mancha vermelha característica. Tem até 4 cm de comprimento (contando as patas) e não é agressiva. Geralmente é encontrada em locais com sombra próximos de casas, como canaletas de chuva, telhas e sob arbustos e pedras. A picada causa dor, sudorese, contração muscular, alterações de pressão e de batimentos cardíacos.

 

O que fazer em caso de picada de aranha

 

  1. Lave o local com água e sabão;
  2. Use uma compressa morna para aliviar a dor;
  3. Mantenha o local da picada elevado;
  4. Mesmo que a aranha não pareça as citadas acima, procure um serviço médico: é sempre melhor prevenir;
  5. Se possível, leve a aranha com você para facilitar o processo de identificação.

 

Saiba também o que NÃO fazer

 

  • Não faça torniquetes, pois eles não impedem a circulação do veneno e ainda aumentam o risco de necrose na região;
  • Não faça cortes ou furos no local da picada para drenar o veneno nem tente sugar o veneno, pois nada disso tem efeito;
  • Não coloque nada sobre a picada. Nem folhas, nem pó de café, absolutamente nada a não ser a compressa;
  • Não ingira álcool.

 

Como evitar acidentes com aranhas

 

  • A maior parte das aranhas fica em locais com sombra e sem movimentação. Portanto, tenha sempre cuidado ao se aproximar de locais com entulho, troncos, pedras e objetos guardados durante muito tempo.
  • Grama alta e arbustos podem ser suficientes para servir de abrigo a aranhas. Mantenha a vegetação sempre aparada.
  • Se você vive em um local que tem as condições acima, procure usar luvas e botas de couro e jamais coloque a mão dentro de buracos, troncos ou embaixo de pedras;
  • Procure sacudir roupas e calçados antes de usá-los, pois as aranhas podem se esconder nelas e se sentir ameaçadas quando têm o corpo comprimido;
  • Aranhas se alimentam de insetos. Combatê-los acaba diminuindo o risco de que elas se aproximem da sua casa;
  • Por outro lado, animais como lagartos, sapos, galinhas e pássaros noturnos se alimentam de aranhas. Preserve-os;
  • A maior parte das aranhas tem hábitos noturnos. Principalmente se você vive em regiões rurais ou de mata, vede as frestas de portas e janelas ao escurecer;
  • Se possível, mantenha camas afastadas das paredes e lençóis longe do chão.

Sobre o autor: Luiz Fujita Jr

Luiz Fujita Jr é jornalista, editor do Portal Drauzio Varella e criador do podcast Entrementes, sobre saúde mental. @luizfujitajr