Câncer de bexiga é uma formação maligna que tem como principal causa o tabagismo. Substâncias tóxicas contidas na fumaça é eliminada pelos rins junto com a urina e agride as paredes que revestem o interior da bexiga.

 

Câncer de bexiga é uma formação maligna que se instala nas células que recobrem as paredes internas da bexiga, um órgão muscular, oco e elástico, que tem por função armazenar a urina proveniente dos rins para depois eliminá-la pela uretra.

As paredes da bexiga urinária são compostas por três camadas:

  • O urotélio — camada mucosa que recobre seu interior e permanece enrugada quando a bexiga está vazia;
  • A camada muscular (constituída por fibras de músculo liso);
  • A camada adventícia ou serosa que recobre a parte externa do órgão.

 

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Em geral, o tumor de bexiga se localiza na camada mucosa, que permanece em contato direto com a urina. Ele se manifesta mais nos homens do que nas mulheres e mais nos brancos do que nos negros, depois dos 55 anos.

O tipo mais comum de tumor de bexiga é o carcinoma de células de transição. Ele surge inicialmente nas células uroteliais que revestem a mucosa interna da bexiga, dos ureteres e da uretra, e pode ali ficar confinado. Sem tratamento, porém, pode invadir as paredes mucosa e muscular e espalhar as células malignas pela cadeia de linfonodos e pelo sangue.

 

Causas e fatores de risco do câncer de bexiga

 

A principal causa do câncer de bexiga é o tabagismo. De 50% a 70% dos casos estão associados ao cigarro. Parte das substâncias tóxicas contidas na fumaça não só do cigarro, mas também do cachimbo e do charuto, é eliminada pelos rins junto com a urina e agride as paredes que revestem o interior da bexiga.

Outra causa importante é a exposição a agentes químicos por exigência profissional, como ocorre com as pessoas que trabalham na indústria têxtil ou de tinta, ou em fábricas que trabalham com metal, borracha, couro e corantes.

São considerados, ainda, fatores de risco para os tumores de bexiga, a ingestão de pouco líquido, a presença da doença na família, a radioterapia e a ciclofosfamida, uma droga utilizada em quimioterapia e no tratamento de doenças reumáticas e autoimunes, entre outras.

 

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Sintomas do câncer de bexiga

 

Nas fases iniciais, os tumores de bexiga são assintomáticos. Quando os sintomas aparecem, o mais frequente é a hematúria, ou seja, a presença de sangue na urina visível a olho nu ou apontada em exames de laboratório. Embora nem sempre seja sinal de problemas na bexiga, a perda de sangue tem de ser sempre levada em consideração.

À medida que a doença evolui, podem surgir os seguintes sintomas

  • Ardor e urgência para urinar;
  • Inchaço nas pernas;
  • Perda de peso e de apetite;
  • Anemia;
  • Cansaço.

 

Diagnóstico do câncer de bexiga

 

O diagnóstico do câncer de bexiga começa pela avaliação das condições clínicas do paciente seguida pelos exames de urina tipo I e de citologia oncótica urinária. Como a perda de sangue pode ser atribuída a várias doenças, exames de imagem, como o ultrassom, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética são úteis para estabelecer o diagnóstico diferencial.

O exame mais conclusivo, porém, é a citoscopia, que permite enxergar a bexiga urinária por dentro com uma câmera introduzida pela uretra. Ele possibilita também fazer biópsia do tumor para fazer o exame anatomopatológico, ou até mesmo retirar as lesões completamente.

Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, maior será a possibilidade de cura da doença.

 

Tratamento do câncer de bexiga

 

O esquema de tratamento de câncer de bexiga é determinado pelo grau de gravidade da doença. O principal recurso terapêutico é a cirurgia, que pode ser de três tipos:

  • O tumor é superficial e pode ser retirado por via endoscópica (ressecção transuretal endoscópica);
  • A profundidade e localização do tumor exigem que seja retirada uma parte da bexiga (cistectomia parcial);
  • Remoção completa da bexiga seguida da construção de um novo reservatório para a urina utilizando um segmento das alças intestinais (cistectomia radical).

Depois da cirurgia, o paciente pode necessitar de quimioterapia para combater células cancerosas que acaso tenham se soltado e possam dar origem a metástases. Já a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, fica reservada para casos específicos da doença.

 

Recomendações para evitar o câncer de bexiga

 

Não existem exames de rotina que permitam fazer o diagnóstico precoce dos tumores de bexiga. Por isso, a prevenção depende diretamente de duas medidas elementares.

Primeira: ficar longe do cigarro. Fumantes passivos também estão sujeitos a desenvolver tumores de bexiga. Segunda: beber muita água. Volume maior de líquidos ajuda a eliminar substâncias nocivas que podem agredir as paredes da bexiga urinária. E tem mais: se você é fumante, não espere a bexiga ficar muito cheia para esvaziá-la. Procure urinar mais vezes, mesmo que não sinta vontade. Essa é uma forma de reduzir o tempo de contato com os agentes cancerígenos presentes na urina.

Por fim, fique atento caso  você já tenha tido um tumor de bexiga. O risco de recidivas existe. Mantenha o acompanhamento médico pelo tempo que ele julgar necessário.

 

Perguntas frequentes sobre o câncer de bexiga

 

Câncer de bexiga tem cura?

Sim. Como a maioria dos cânceres, depende do estágio da doença. Quanto mais cedo for identificado, maior a chance de cura.

 

O câncer de bexiga pode voltar?

Sim. Pode haver recidiva tanto no mesmo local quanto em órgão e tecidos vizinhos ou à distância. Entretanto, há vários tipos do tumor, e cada um tem maior ou menor risco de voltar.

 

Existem alimentos que previnem o câncer de bexiga?

Um dos alimentos que mais foi objeto de estudos foi o brócolis. Embora mais estudos sejam necessários, algumas pesquisas indicam que o consumo desse vegetal pode ter ação antitumoral ao promover a excreção de substâncias tóxicas.