Hiperplasia de próstata é benigna, mas pode causar sintomas no trato urinário

O aumento da próstata é muito comum em homens acima dos 50 anos. Saiba quais são as opções de tratamento disponíveis.

desenho de próstata com hiperplasia de próstata e medicamentos

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Publicado em: 21/11/2023

Revisado em: 22/11/2023

O aumento da próstata é muito comum em homens acima dos 50 anos. Saiba quais são as opções de tratamento disponíveis para a hiperplasia de próstata.

 

A hiperplasia de próstata é o aumento benigno da próstata, provocado pelo aumento do número de células na glândula da próstata, mas sem relação com o câncer. A condição, que ainda não têm um causa conhecida, pode surgir após os 30 anos, mas é muito comum depois dos 50, atingindo cerca de metade dos homens nessa faixa etária, e a maioria deles após os 80. 

O urologista dr. José Carlos Truzzi explica que nem todos os pacientes com a próstata aumentada vão ter sintomas. Com o passar dos anos e quanto maior o órgão estiver, maior a tendência de os sintomas surgirem ou, quando já presentes, se intensificarem. 

Veja também: Principais problemas que acometem a próstata

“A próstata tem o formato aproximado de uma ameixa. Quando ela cresce, ela comprime a uretra – o canal da urina –, que passa pelo centro. Esse estrangulamento que ocorre da uretra faz com que fique mais difícil para que ocorra o esvaziamento da bexiga, para que a urina passe de forma tranquila pela uretra, então a bexiga tem que fazer um esforço maior para poder eliminar a urina”, explica o médico.

Por esse motivo, os principais sintomas estão associados ao trato do urinário e incluem dificuldade para urinar, jato de urina mais fraco e sensação de não ter esvaziado totalmente a bexiga, o que aumenta a frequência urinária durante o dia e a noite. “E às vezes esse estreitamento da uretra acaba por promover um mau funcionamento da própria bexiga, e aí existem quadros que a gente chama de urgência para urinar. A pessoa tem a necessidade de urinar rapidamente, e se ela não for rápido ao banheiro, muitas vezes tem a perda de urina (incontinência urinária).” 

 

Diagnóstico de hiperplasia da próstata

Quando o urologista suspeita de hiperplasia da próstata, com base nos sintomas do paciente, o próximo passo é fazer o exame de toque retal para avaliar se a próstata está aumentada. “Com a experiência, o urologista consegue definir com uma precisão razoável o tamanho da próstata só com base no toque”, afirma o médico.

Existem também exames complementares que podem ajudar no diagnóstico, como o ultrassom, por exemplo. 

“E existem outros exames que também são realizados não só para avaliar a hiperplasia da próstata, mas para avaliar se existe alguma suspeita, se existe algum potencial tumor, um câncer de próstata associado a esse aumento do volume – lembrando que o aumento do volume prostático é benigno. Mas isso não impede que algum foco de câncer possa aparecer nessa próstata. E aí teríamos as duas condições. E alguns exames laboratoriais como, por exemplo, o PSA [antígeno prostático específico], ou até alguns recursos de imagem como a ressonância magnética ajudam a diferenciar se é somente o aumento benigno ou se tem o câncer de próstata associado”, completa. 

O acompanhamento regular com um urologista é importante para avaliar quando a hiperplasia começa a interferir no trato urinário e na qualidade de vida dos pacientes, decidir o tratamento mais adequado e fazer mudanças nele, quando necessário, além da realização dos exames recomendados.

 

Formas de tratamento para próstata aumentada

Quando há sintomas ou repercussão no funcionamento da bexiga, o tratamento medicamentoso pode ser iniciado. “Existem basicamente duas classes de medicamentos: uma que faz com que a próstata fique mais relaxada e facilite a passagem da urina; e outra que faz com que a próstata diminua de tamanho ou deixe de crescer. E muitas vezes esses dois medicamentos podem ser associados”, explica.

Se o tratamento com medicamentos não for satisfatório, segundo o especialista, é possível recorrer às opções cirúrgicas, como os procedimentos minimamente invasivos que podem ser realizados de forma ambulatorial, ou seja, o paciente muitas vezes não precisa de internação, tem alta poucas horas depois do procedimento e uma recuperação mais rápida. 

Além disso, existem as opções mais convencionais de tratamento, que normalmente são cirurgias maiores. Mas tudo isso vai depender do tamanho da próstata (o quanto ela aumentou) e da avaliação de cada paciente que será feita pelo médico. “Existem várias formas de se tratar o aumento da próstata, sendo que esses procedimentos minimamente invasivos hoje estão muito em voga até porque eles promovem essa recuperação mais rápida, a retomada mais rápida do dia a dia do paciente”, completa o dr. Truzzi. 

Enquanto o tratamento não é realizado, nos casos em que há escapes de urina, muitos pacientes acabam optando por métodos caseiros para lidar com os escapes de urina, como utilizar toalhas de algodão, papel higiênico ou até mesmo absorventes femininos. Existem produtos específicos para incontinência urinária voltados para a anatomia masculina.

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Conteúdo produzido em parceria com a TENA Brasil, marca líder mundial em produtos para incontinência urinária.

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