Doenças e sintomas

Sífilis

Ilustração digital da bactéria Treponema pallidum, causadora da sífilis.

Sífilis é uma doença infecto-contagiosa, sexualmente transmissível, que pode levar à morte se não tratada a tempo. É especialmente perigosa se a pessoa infectada for uma gestante.

 

Sífilis, ou lues, é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode também ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.

O período de incubação, em média, é de três semanas, mas pode variar de dez a 90 dias.

 

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A enfermidade se manifesta em três estágios diferentes: sífilis primária, secundária e terciária. Nos dois primeiros, os sintomas são mais evidentes e o risco de transmissão é maior. Depois, há um período praticamente assintomático, em que a bactéria fica latente no organismo, mas a doença retorna com agressividade acompanhada de complicações graves, causando cegueira, paralisia, doença cardíaca, transtornos mentais e até a morte.

 

Sintomas da sífilis

 

  • Primária: Pequenas feridas nos órgãos genitais (cancro duro) que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas;
  • Secundária: Manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés; febre; dor de cabeça; mal-estar; inapetência; linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no organismo;
  • Terciária: Comprometimento do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos.

A sífilis congênita — transmitida da mãe para o bebê na gestação — pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal. Na maioria das vezes, porém, os seguintes sintomas aparecem nos primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental e cegueira.

 

Diagnóstico de sífilis

 

Nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado pela reconhecimento da bactéria no exame de sangue ou nas amostras de material retiradas das lesões. Na fase avançada, é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.

 

Transmissão da sífilis

 

A sífilis é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, das transfusões de sangue e da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita).

 

Vídeo: Dr. Drauzio Varella explica como as IST são transmitidas

 

Tratamento da sífilis

 

O tratamento é feito com antibióticos, especialmente penicilina. Deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.

 

Prevenção da sífilis

 

O uso de preservativos durante as relações sexuais é a maneira mais segura de prevenir a doença.

 

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Recomendações sobre sífilis

 

  • Use camisinha em todas as relações sexuais. Essa é a maneira mais segura de prevenir a doença;
  • Esteja atento: a doença pode ser transmitida também nas relações anais e orais;
  • Mulheres devem fazer exame para verificar se são portadoras da doença antes de engravidar.

 

Perguntas frequentes sobre sífilis

 

Quais são os principais cuidados durante uma gravidez com sífilis?

Durante a gravidez, o mais importante é que a gestante siga um pré-natal e receba o tratamento adequado. Segundo o Ministério da Saúde, as crianças expostas de mães que não receberam tratamento devem passar por coletas de sangue, raio X de ossos longos, avaliação neurológica, oftalmológica e audiológica. Em muitos casos, existe a necessidade de internação.

 

É possível ter a doença mais de uma vez?

Sim. A sífilis é uma infecção curável, com tratamento relativamente simples, mas pegar uma vez não promove imunidade.

 

O que é sífilis congênita?

Essa variedade da doença acontece quando a infecção é transmitida da mãe para o feto durante a gestação ou no parto. Ela pode se manifestar na criança logo após o nascimento ou após os dois primeiros anos de vida. A sífilis congênita pode provocar complicações como parto prematuro, aborto espontâneo, cegueira, surdez, má-formação e morte na hora do nascimento. O ideal é que a mãe tenha um bom pré-natal e receba o tratamento adequado para evitar problemas graves.

 

A sífilis pode matar?

Sim. Na fase terciária, depois de um período assintomático, a infecção retorna causando complicações graves e atingindo diversos órgãos. Ela pode comprometer o sistema nervoso central e o sistema cardiovascular e levar à morte.

Sobre o autor: Maria Helena Varella Bruna

Maria Helena Varella Bruna é redatora e revisora, trabalha desde o início do Site Drauzio Varella, ainda nos anos 1990. Escreve sobre doenças e sintomas, além de atualizar os conteúdos do Portal conforme as constantes novidades do universo de ciência e saúde.

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