Drauzio Varella

Esofagite

O aparecimento da esofagite é favorecido por vários fatores, como a obesidade, doenças autoimunes, vômitos excessivos, dieta inadequada e consumo de álcool e cigarro.

 

Esofagite é uma inflamação da mucosa do esôfago, órgão muscular que desce pelo tórax, na frente da coluna vertebral, e transporta os alimentos da boca até o estômago.

 

Causas

 

As causas mais comuns da esofagite estão associadas ao retorno ou permanência do conteúdo estomacal no esôfago, cuja mucosa não está preparada para receber substância tão irritante. Entre elas destacam-se:

 

Fatores de risco

 

São fatores de risco para a esofagite:

 

Sintomas

 

Os sintomas da esofagite são semelhantes aos do refluxo gastroesofágico, embora possam ser mais intensos. O mais característico é a azia ou queimação (pirose), que começa na altura do estômago e pode atingir a garganta. Outro sintoma importante é a dor no peito tão intensa que chega a ser confundida com a dor da angina e do infarto do miocárdio.

Além desses dois, portadores de esofagite podem apresentar as seguintes queixas: regurgitação, gosto amargo na boca, mau hálito, rouquidão, dor de garganta e tosse.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico da esofagite leva em conta a história, a avaliação clínica e o resultado de dois exames: a endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a mucosa do esôfago, estômago e de parte do intestino delgado, e a pHmetria, que possibilita medir a quantidade de ácido que sobe do estômago para o esôfago no período de 24 horas.

 

Complicações

 

Se não for convenientemente tratada, a esofagite pode ser responsável pelo aparecimento de estenoses no esôfago, ou seja, de estreitamentos que dificultam ou impedem a passagem dos alimentos e da saliva, e pela ocorrência de úlceras.

Outra consequência grave é uma lesão que afeta a região inferior do esôfago e altera seu revestimento interno. Chamada de esôfago de Barrett, em parte dos casos, pode representar risco de evoluir para uma lesão maligna.

 

Tratamento

 

Esofagite é uma doença que pode ser curada. O tratamento está diretamente correlacionado com a causa específica da enfermidade e inclui o uso de medicamentos (antiácidos, antibióticos, antifúngicos) e mudanças no estilo de vida. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica..

 

Recomendações

 

As seguintes medidas, se incorporadas ao dia a dia, podem ajudar aliviar os sintomas e a diminuir o risco de novas crises:

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