O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) é uma estratégia de fortalecimento do SUS que poucas pessoas conhecem.
Através do mecanismo de imunidade tributária, hospitais de referência no país contribuem com o PROADI-SUS por meio de projetos que capacitam profissionais, estimulam a pesquisa científica, avaliam e incorporam novas tecnologias e auxiliam na gestão e na assistência especializada. Tudo isso pensando nas principais necessidades da saúde pública no Brasil.
As pesquisas, inclusive, são uma das grandes áreas de atuação do PROADI-SUS. O objetivo é resolver problemas de saúde por meio de investigações científicas dentro de especialidades como cardiologia, obesidade e urgência e emergência, por exemplo. Na prática, isso significa novas descobertas e a construção de diretrizes que melhoram o tratamento da população.
Incentivo às pesquisas fazem a diferença
“Em parceria com as demandas do SUS e acordado com o Ministério da Saúde, a gente tenta desenvolver e construir projetos que atendam às demandas da saúde pública. Algumas linhas de pesquisa acabam sendo mais fomentadas, instituídas para atender às necessidades dos hospitais e, especialmente, dos pacientes”, explica Carisi Polanczyk, cardiologista e pesquisadora em projetos colaborativos no âmbito do PROADI-SUS.
Entre 2016 e 2019, Carisi participou de um estudo dentro do programa que avaliava as tecnologias em saúde. O objetivo era analisar fatores como eficácia, segurança e custo-efetividade de medicamentos, equipamentos, exames e procedimentos médicos variados. Outro projeto, desenvolvido desde 2022 no PROADI-SUS, visa comparar duas estratégias de estimulação cardíaca usadas em pacientes com insuficiência cardíaca e distúrbios de condução elétrica do coração para ver qual alcança melhores resultados com menor custo e maior eficácia.
Ambas as pesquisas foram financiadas pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), um dos seis que fazem parte do PROADI-SUS e o único de fora de São Paulo. Além dele, participam do programa o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Hcor, o Einstein Hospital Israelita, e o Hospital Sírio-Libanês — todos sem fins lucrativos e referências na qualidade do atendimento.
“Desde a criação do programa, já foram desenvolvidos 213 projetos de pesquisa de interesse público, somando mais de R$ 1,9 bilhão em investimentos voltados a essas iniciativas. Mais do que produzir conhecimento científico, esses projetos transformam evidência em política pública e levam conhecimentos e novas práticas para todas as cinco regiões do país, impactando diretamente o cuidado oferecido à população”, afirma Admilson Reis, superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do Hospital Moinhos de Vento.
Como isso chega ao paciente?
Entre os principais benefícios das iniciativas do PROADI-SUS para o paciente, estão:
- filas de espera menores;
- profissionais mais capacitados para o atendimento;
- uso seguro e eficaz da inteligência artificial para apoiar o cuidado;
- e melhorias na gestão de hospitais públicos e filantrópicos em todo o país.
“O Ministério da Saúde é muito exigente. Todos os projetos aprovados pelo PROADI-SUS são de relevância. São projetos que realmente respondem a alguma pergunta importante, a um problema de saúde de determinado grupo de população, e que podem ter um impacto positivo na saúde global populacional”, destaca Polanczyk.
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