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Drauzio Dichava #1 | Era uma vez uma planta

Fundo verde com uma folha de maconha e texto "era uma vez uma planta".

Há anos, em todo vídeo que subimos no YouTube Drauzio Varella, uma série de comentários pede: “Fala sobre a maconha!”. Chegou a hora. Assista ao primeiro episódio da série do dr. Drauzio sobre maconha.

 

O esperado era que, em se tratando de um Portal de Saúde, que a abordagem de qualquer material relacionado ao assunto fosse o uso terapêutico. A parte científica, porém, tem de ser estudada cientificamente. Não há razão nenhuma para proibir esse tipo de estudo. Se é para o benefício da população, por que não vamos usar para maconha o mesmo critério que nós usamos para outros produtos?

A série fala sobre uso adulto — antes conhecido como uso recreativo —  da cannabis em diversos âmbitos, desde a história do uso da planta até o impacto da guerra às drogas sobre uma parcela específica da população: os pretos e pobres.

A maconha faz parte da história humana, tanto que foi uma das primeiras plantas incorporadas à agricultura. De sua origem na Ásia para o resto do mundo, passaram-se séculos até que começasse a perseguição à planta, que tem seu início muito ligado ao período da proibição do álcool, nos Estados Unidos. “Quando acaba a Lei Seca e existe uma estrutura policial voltada para perseguir o álcool que passa a ser inútil, começa a haver um processo de ‘demonização’ da maconha para colocá-la nesse lugar”, explica Mauricio Fiore, antropólogo e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Atualmente, existe uma tendência que parece ser mundial em torno da liberação da maconha. Adotando modelos diferentes, países como Uruguai, Canadá, Portugal e alguns estados norte-americanos já legalizaram, ou pelo menos descriminalizaram o cultivo e o porte da droga em pequenas quantidades. No Brasil, o debate cada vez mais se faz presente. “A Marcha da Maconha em São Paulo começa em 2008 com 50, 100 pessoas, mais ou menos, no Parque do Ibirapuera. Até 2011, a Marcha era proibida pela Justiça. Eles alegavam que a manifestação era uma apologia ao crime. Em 2011 foi o ano mais marcante, porque foi o ano da virada: Deixamos de fazer no Ibirapuera e fomos para a Avenida Paulista, que é onde acontece a Marcha até hoje”, afirma Gabriela Moncau, jornalista e membro do coletivo Dar e da Marcha da Maconha.

 

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