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Câncer da pele em 6 perguntas | Jade Cury Martins

Thumbnail do quadro "Em X Perguntas" com a dermatologista Jade Cury Martins sobre câncer de pele.

Esse é o tumor mais incidente no Brasil. Convidamos uma especialista para responder algumas perguntas frequentes sobre o câncer da pele. Assista.

 

No Brasil, o câncer de pele não melanoma é o mais frequente. O melanoma, embora menos incidente, é o tipo mais grave. Para esclarecer as principais dúvidas sobre os cânceres dermatológicos, convidamos a dra. Jade Cury Martins, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Conteúdo produzido em parceria com a SBD. Conheça a campanha Dezembro Laranja.

 

Qual a diferença entre câncer de pele não melanoma e melanoma?

Câncer de pele não melanoma é o mais frequente, mas também o menos agressivo e com alto índice de cura. São os conhecidos carcinomas (basocelular, que representa 80% dos cânceres de pele, e espinocelular, que representa 20%). Eles se originam de células da epiderme, que é a camada mais superficial  da pele. Clinicamente, irão se manifestar como lesões vermelhas que formam casquinhas e descamam, ou feridas que nunca cicatrizam.

Câncer de pele melanoma é o mais raro, cerca de 3% dos cânceres de pele, porém é o mais agressivo e com maior risco de metástase, ou seja, ir para outros órgãos se não for diagnosticado precocemente. Ele se origina dos melanócitos, células da pele que produzem melanina. Clinicamente, o melanoma se parece com pintas de cor marrom ou acastanhada, portanto, é necessário ter atenção.

 

Por que a exposição solar em excesso pode aumentar o risco de câncer da pele?

A radiação ultravioleta penetra a pele e pode levar a alterações e danos no DNA, tornando aquelas células cancerígenas. Essa exposição solar provoca o dano tanto por efeito cumulativo (exposição crônica ao sol) como intermitente, em intervalos (queimaduras agudas, principalmente na infância).

 

Veja também: Leia entrevista sobre fatores de risco do câncer de pele

 

Além desse, outros fatores de risco são:

  • Presença de olhos, cabelos e peles claros;
  • Queimaduras ou cicatrizes;
  • Feridas crônicas;
  • No caso do melanoma, a presença de múltiplas pintas ou histórico familiar.

 

Quando uma pinta pode indicar câncer?

O ideal é, uma vez por ano, procurar um médico dermatologista para realizar um exame completo da pele, de todas as pintas e lesões suspeitas. Mas o autoexame também é importante.

As pintas se tornam suspeitas quando apresentarem:

  • Assimetria (um lado é diferente do outro);
  • Bordas irregulares;
  • Multicor;
  • Tamanho maior que 6 mm;
  • Modificação de suas características originais, ou seja, com o passar do tempo a aparência da pinta muda.

 

Quais critérios uma pessoa deveria adotar na hora de escolher um protetor solar?

O protetor ideal que tenha amplo espectro, ou seja, que proteja contra raios UVA (presentes durante todo o dia) e raios UVB (que têm pico de incidência entre 10h e 16h), com fator de proteção no mínimo 30. Mas o mais importante é sua aplicação adequada: Todos os dias, mesmo em dias nublados, e reaplicar várias vezes, de 2 em 2 horas.

 

Além do protetor solar, quais são as outras medidas eficazes para prevenir esse tipo de câncer?

Além do protetor, medidas como exposição adequada ao sol podem ser adotadas. Evitar a exposição no horário mais intenso da radiação ou procurar sombras (não ficar exposto diretamente), usar chapéus  com abas largas, óculos com filtro UV e roupas com tecido que também apresentem esse filtro.

 

Pessoas de pele negra também precisam usar protetor solar?

As pessoas de pele negra possuem mais melanina, isso já é considerado um protetor natural, mas também correm risco de ter câncer de pele. É menos frequente, mas ocorre, principalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

Então, sim, elas devem seguir as mesmas recomendações que pessoas de pele mais clara em relação a exposição solar, uso do protetor e avaliação frequente com o dermatologista.

 

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