Saúde pública

A importância da informação para a saúde



Além da dificuldade de acesso, quem busca informação em saúde na internet enfrenta outro problema: a falta de seleção do material disponível.

 

O  artigo 196 da Constituição Federal de 1988 afirma que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de doenças”. A saúde, portanto, é um direito social, inerente à condição de cidadania, que deve ser assegurado sem distinção de raça, religião, ideologia política e condição socioeconômica.

 

Veja também: Informação sobre saúde na internet

 

Em uma publicação para o “Encontro Internacional: Direito à saúde, cobertura universal e integralidade possível”, a Organização das Nações Unidas (ONU) reforça esse conceito, assinalando quatro condições mínimas para que um Estado assegure o direito à saúde aos seus cidadãos:

  • Disponibilidade financeira;
  • Acessibilidade;
  • Aaceitabilidade;
  • Qualidade do serviço de saúde pública do país.

Com intenção de manter o bom estado de saúde de todos e alertar para os principais problemas que podem atingir a população mundial, a OMS, em 1948, criou o Dia Mundial da Saúde, celebrado todo dia 7 de abril, desde então. O tema do Dia Mundial da Saúde de 2018 é “Saúde para todos”.

Para garantir o direito à saúde, a informação se faz necessária em seu sentido pleno, tanto para manter a população informada sobre seu direito aos serviços disponíveis, como para fornecer dados sobre a população e seu modo de vida para que o Estado estabeleça os serviços e políticas que visem à promoção da saúde. Assim, os serviços de saúde precisam das informações para produzir melhor os serviços, num ciclo contínuo que precisa sempre ser nutrido.

 

Papel da mídia

 

Além dos próprios serviços de saúde, as mídias impressas, depois a TV e hoje a internet assumiram papel importante na conscientização da população e no apelo às mobilizações em conjunto e às responsabilidades individuais. Por meio da troca de informações a respeito de temas complexos, há algumas décadas pessoas que possuem uma enfermidade específica ou um problema de saúde em comum constituíram associações que unem os pares e profissionais da área de saúde e direito.

As novas mídias, disponíveis pela internet, trazem possibilidades de interação nunca antes experimentadas, eliminam obstáculos físicos e temporais e apresentam espaço para novas formas de mobilização social, garantindo maior alcance de informações essenciais à sociedade no que diz respeito à sua saúde, como políticas de planejamento, prevenção, conscientização dos direitos etc.

Mesmo com a importância significativa e a relevância da internet na propagação das informações à população, no Brasil o acesso à internet atinge apenas 57,8% dos domicílios. Em países desenvolvidos, essa taxa chega a 83,8%, segundo a pesquisa internacional “ICT Facts and Figures 2016”, realizada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), a agência da ONU para tecnologias da informação.

Além da dificuldade de acesso, quem busca informações na internet enfrenta outro problema: a falta de seleção do material disponível. Todo mundo pode publicar o que desejar na internet, o que nos obriga a tomar muito cuidado ao selecionar as fontes, pois nem tudo que é publicado merece nossa confiança. Checar a origem da informação é uma das premissas para quem utiliza a internet como fonte de conhecimento.

Sobre o autor: Juliana Gocha

Juliana Gocha é bacharel em Filosofia e roteirista.