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Cauterização do colo do útero é um dos tratamentos para HPV

Ao fundo, mulher com mão no abdômen sentada em frente ao médico, e em primeiro plano tela de computador com raio x de trato urinário.

A cauterização é um dos tratamentos para que a lesão não progrida e evolua para um câncer de colo de útero no futuro.

 

Estima-se que 25% das mulheres sexualmente ativas estejam infectadas pelo vírus HPV, que pode ser transmitido pelo contato direto com a pele nas relações sexuais. A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e também pode regredir espontaneamente. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas.

Em alguns casos, especialmente nas mulheres, o HPV pode provocar uma alteração discreta no colo do útero, perceptível apenas via exame de Papanicolaou, um teste de rotina para controle ginecológico. Um dos tratamentos para que a lesão não progrida e evolua para um câncer de colo de útero no futuro é a cauterização.

Conversamos com o ginecologista dr. Rodrigo da Rosa Filho, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), sobre os cuidados gerais para realizar esse procedimento.

 

Qual o motivo desse tipo de tratamento? Há outros métodos para tratar o HPV, ou todos são invasivos? 

O HPV é um vírus transmitido por contato sexual e é o principal causador do câncer de colo do útero. Antes do câncer, o vírus pode causar algumas lesões pré-neoplásicas chamadas de lesões intraepiteliais, que podem ser de baixo grau ou de alto grau. A cauterização do colo do útero está indicada quando há a lesão intraepitelial de baixo grau. Já a lesão de alto grau deve ser tratada com um procedimento chamado conização do útero ou cirurgia de alta frequência, e requer anestesia.

 

Veja também: A segurança da vacina contra o HPV

 

Quais são as restrições antes e depois do procedimento?

A restrição é a abstinência sexual por um período que pode variar de uma a quatro semanas, a depender da cicatrização do colo do útero. Antes de fazer o procedimento não há necessidade de abstinência.

 

Depois do procedimento, a paciente fica curada, ou ainda há risco de se contaminar com o vírus novamente? Quais são as recomendações?

Há risco de retorno da lesão, já que a cauterização não elimina o vírus, apenas trata a lesão para que ela não progrida para um câncer. O ideal é usar preservativo em todas as relações , no caso das mulheres que não estão tentando engravidar, independentemente do uso de outro método contraceptivo.

Sobre o autor: Juliana Conte

Juliana Conte é jornalista, repórter do Portal Drauzio Varella desde 2012. Interessa-se por questões relacionadas a manejo de dores, atividade física e alimentação saudável.