Drauzio Varella

Como evitar a contaminação por hepatite nas manicures

Vírus da doença podem ser transmitidos por meio de materiais contaminados como alicates de unha. Veja como evitar contaminação por hepatite nas manicures.

 

A enfermeira Andreia Schunck, do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, fez uma pesquisa em cem salões da cidade, escolhidos de modo aleatório e localizados em bairros periféricos e nobres, após notar que muitos pacientes com hepatites B ou C que iam buscar tratamento no hospital eram profissionais ligados à área de beleza. Para tentar entender os motivos dessa relação, ela decidiu acompanhar de perto a realidade das manicures e utilizar os dados em sua tese de mestrado. (Leia mais sobre a pesquisa aqui.)

Os resultados impressionam: 8% das profissionais tinham o vírus da hepatite B e 2%, o da hepatite C, ou seja, uma em cada dez profissionais estava contaminada com o vírus da hepatite.

A pesquisa fez com que o Ministério da Saúde convidasse a autora a escrever uma cartilha direcionada aos profissionais de salão de beleza. Veja aqui.

Entretanto, apesar de hoje os clientes estarem mais conscientes e exigirem materiais descartáveis, a realidade ainda não é tão animadora, pois grande parte dos estabelecimentos atua de forma irregular, o que dificulta a ação da Vigilância Sanitária.

“Há uns dois anos eu visitei 13 estabelecimentos junto com o dr. Drauzio Varella para uma série do Fantástico e a situação não mudou muito. As clientes ainda não levam todo material. Esquecem o alicate ou a lixa, por exemplo. São raras as manicures que utilizam luvas”, diz Andreia.

Para evitar a contaminação por hepatite nas manicures, tanto as profissionais como os clientes devem estar atento às normas de higiene. Veja as dicas a seguir:

 

Dicas para o cliente

 

Dicas para as manicures

 

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