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Doping | Entrevista

Abecedário vitamínico | Artigo

Hoje em dia se considera doping a utilização de drogas e métodos ilícitos para obter vantagem no esporte.

 

Quando se fala de doping, todos pensamos no Ben Johnson ganhando a corrida de 100 m na Olimpíada ou em Florence Griffith Joyner, a Flo-Jo, batendo os recordes nas provas de Seul. O corpo desses atletas, sua musculatura bem desenvolvida e torneada, sua performance nas competições esportivas deixavam dúvidas sobre o método que orientava o treinamento. Em toda a parte se ouvia as pessoas dizerem – “Ninguém consegue ter massa muscular desse tipo sem tomar um aditivo qualquer”. Barrados pelo exame antidoping, esses atletas acabaram confirmando a existência de uma prática que grassava no mundo esportivo: o uso de substâncias proibidas que promovem o aumento da massa muscular e melhoram o desempenho esportivo. Essas substâncias, porém, não são de uso restrito dos profissionais do esporte. A moçada que frequenta academias, que faz exercícios físicos com empenho a fim de deixar o corpo mais bonito a atraente, também toma esses remédios, ditos milagrosos, sem se preocupar com os sérios danos que provocam no organismo.

 

DEFINIÇÃO DE DOPING

 

Drauzio – Qual é a definição mais adequada de doping?

Bernardino Santi – Ao longo da história, várias definições do que seria o doping foram elaboradas até chegar à compilação definitiva formulada pela WADA, World Anti-Doping Agency, órgão internacional que controla o doping no mundo. Segundo a WADA, considera-se doping a utilização de drogas e métodos ilícitos no sentido de um atleta auferir vantagens em relação a seu adversário. Em geral, as pessoas associam doping somente às drogas proibidas que os atletas utilizam para conseguir melhor performance. Isso é só parte da verdade. Também são considerados doping os chamados “devices”, ou seja, os mecanismos, esquemas e aparelhos empregados para que um atleta ganhe determinada competição.

 

Drauzio – Acho que doping farmacológico todos sabem como funciona, mas através de dispositivos, parece novidade. Você poderia dar algum exemplo? 

Bernardino Santi – Até a queda do Muro de Berlim, o interesse político das diversas potências mundiais acabava canalizado também para as competições esportivas. A disputa entre comunismo e capitalismo para provar a supremacia do regime fez com que as nações de um e de outro lado se empenhassem para que seus atletas ganhassem força muscular e vencessem as competições. Para alcançar esse objetivo, instituíram determinados tipos de treinamento que favoreceram a utilização de métodos e drogas proibidas. Depois da queda do Muro de Berlim, com o aparecimento dos patrocinadores, o enfoque político-ideológico foi substituído pelo interesse comercial. Como pertencem às camadas sociais menos favorecidas, muitos atletas veem no esporte a oportunidade de ascender socialmente e fazem qualquer coisa para vencer as competições. Ao longo da história desportiva, há vários exemplos de atletas que se valeram desses métodos condenados. Cornelia Endlers, nadadora da Alemanha Oriental na década de 1970, que cansou de quebrar recordes, recentemente confessou que, obrigada pela necessidade de vencer imposta pelo sistema político, tinha usado durante as provas um artefato cilíndrico que era colocado em seu reto e depois inflado. Era como se tivesse uma bexiga de ar na ampola retal. Isso fazia com que o quadril se elevasse ligeiramente da água, diminuía o arrasto e o atrito. A atleta ganhava velocidade e quebrou vários recordes usando meios pouco éticos.

 

Drauzio – E nunca descobriram que ela se valia desse artifício

Bernardino Santi – Na época não descobriram, embora causasse estranheza que ela ganhasse tantas provas. Às vezes, na mesma competição, ganhava cinco, seis medalhas de ouro o que, convenhamos, era difícil num tempo em que a preparação atlética dos concorrentes era muito equilibrada.

 

Drauzio – Há algum outro caso que se tenha notabilizado por empregar essas outras modalidades de doping?

Bernardino Santi – Há o caso famoso de um esgrimista húngaro, o Pelé da esgrima, franco favorito em uma competição realizada em 1976, que perdeu o título para um francês por larga margem de pontos. Essa derrota soou estranha – tudo bem que o francês ganhasse, mas por uma diferença tão grande era difícil de aceitar -, mas foi o exame das armas que revelou o que de fato acontecera. Na empunhadura da espada do francês havia um botão que lhe permitia alterar o placar. À medida que o atleta fazia determinados movimentos, fingindo tocar o adversário, apertava o botão e fraudava a contagem. Isso também é uma forma de doping. Veja até onde vai a criatividade humana para burlar o controle das competições.

 

Veja também: Abuso de anabolizantes

 

DOPING FARMACOLÓGICO

 

Drauzio – Quais são as drogas mais usadas no doping farmacológico? 

Bernardino Santi – Quando se fala em doping, sempre se pensa no atleta que disputa campeonatos mundiais e que pode ter usado determinadas substâncias proibidas. É preciso entender que esses indivíduos representam apenas 1% da população de esportistas e sobre eles é exercido intenso controle externo. O problema maior está nas pessoas que vão às academias em busca de melhor condicionamento físico. Sabendo que os atletas de ponta utilizam determinadas substâncias, optam por usá-las sem se preocupar em receber orientação nem com os malefícios que tais drogas causam no organismo. Hoje, está muito em moda falar dos esteroides anabolizantes e todo o mundo sabe que, nas academias, eles se tornaram uma febre. Criados com finalidade terapêutica para tratamento de determinadas patologias, mas usados por jovens que buscam um corpo perfeito, resultaram em consequências lastimáveis em muitos casos. Outro grande problema do doping farmacológico é a constância com que os cientistas criam novas drogas, novas maneiras de as pessoas ganharem boa performance. A qualquer instante pode aparecer uma substância nova e nem sempre os métodos de análise laboratorial são capazes de detectá-la com rapidez.

 

Drauzio – Tenho a impressão de que esse uso está mais disseminado do que se imagina e que há uma verdadeira rede de distribuição de anabolizantes nas academias.

Bernardini Santi – O que mais assusta é o esteroide anabolizante ter um contorno social bastante grave, que eu reputaria até de epidemia sociológica. Imagine um garoto aos 15, 16, 17 anos, com a autoestima lá embaixo, gordinho, que os colegas chamam de molenga, querendo paquerar uma menina bonita da escola. Deprimido e descontente com a aparência, vê o amigo que frequenta academia ficar bonito, forte, e decide seguir o exemplo. Nessa fase, não é raro aparecer um instrutor pouco ético, com olhos voltados só para o lucro, que o aconselha a tomar determinadas substâncias para ficar bonitão e forte como o amigo. O garoto não resiste e acaba comprando anabolizantes por preço mais alto do que os vendidos no mercado. Diante da perspectiva de resolver seu problema, paga o que lhe pedem sem pensar nas inúmeras consequências nefastas que essa droga pode trazer para seu organismo.

 

Drauzio Como agem os anabolizantes no organismo? 

Bernardino Santi – O anabolizante esteroide é uma droga utilizada em determinadas patologias, por exemplo, no hipogonadismo, isto é, quando os testículos produzem pouca testosterona e há diminuição da libido e da fertilidade. É indicado também, sob rigoroso controle médico, para pessoas com doenças consumptivas, que vão definhando, ou com doenças musculares e na velhice, quando há queda sensível da qualidade de vida dos pacientes. O problema aparece quando o jovem usa essa substância porque quer ganhar massa muscular, ficar forte, aumentar a resistência e a performance. Nesse sentido, o anabolizante é uma “droga mágica” porque realmente produz esses resultados. Ela mexe, porém, no eixo hormonal e com todo o equilíbrio orgânico, mas o pior é que ainda não se conhece exatamente como age no organismo jovem. Não se elucidaram todos os mecanismos metabólicos que pode alterar nem onde vai agredir inicialmente. Sabe-se que pode provocar doenças hepáticas, tumores hepáticos, hipogonadismo, atrofia testicular, infartos, lesões musculares, dependência psicológica, acne e aumento da agressividade. O indivíduo fica mais forte, adquire autoconfiança e acha que pode agredir as pessoas e brigar com todo o mundo.

 

Drauzio – Os esquemas indicados para esses jovens são criados empiricamente sem nenhuma orientação médica?

Bernardino Santi – O personal trainer (em geral, quem indica o medicamento) desenvolve “sua própria terapêutica”. Observando a reação de duas ou três pessoas, como quem prepara uma receita de bolo, ele administra empiricamente os esquemas e cria os ciclos e os esquemas de pirâmide sem saber como a droga vai agir no organismo de quem a toma. Por isso, é fundamental que as autoridades controlem essa atividade perigosa, porque tomar anabolizantes virou febre e os garotos estão começando a fazer uso deles cada vez mais cedo. O problema é que além de o anabolizante estar associado ao glamour, ao culto ao corpo, à participação e ao ingresso no contexto social, também ajuda a abrir as portas para o consumo das drogas sociais, as chamadas drogas recreacionais.

 

Drauzio – Os anabolizantes são as drogas mais utilizadas pelos atletas profissionais?

Bernardino Santi – Junto com a efedrina, os anabolizantes estão entre as drogas mais utilizadas no esporte de alta performance, porque favorecem o ganho de força, melhoram a condição física na fase de treinamento e o atleta chega melhor condicionado para a competição de alto nível. Por isso, a grande preocupação das autoridades esportivas mundiais é controlar o consumo de esteroides anabolizantes. O problema é que os chamados “laboratórios do mal” conseguem criar novos produtos que, às vezes, não são detectados pelos métodos de laboratório que conhecemos hoje. É o caso do THG (tetrahydrogestrinona), um esteroide anabolizante criado em laboratório nos Estados Unidos, que não era detectado pelos métodos convencionais de análise e foi ministrado para vários atletas, principalmente do atletismo, do futebol americano e do beisebol. Quando foi possível detectá-lo no corpo dos atletas, alguns alegaram que haviam tomado a substância sem saber do que se tratava. É possível que isso tenha acontecido. Muitas vezes, eles obedecem sem discutir às ordens do treinador. É uma eterna briga de bandido e mocinho. Eles criam uma forma de dopar, de fabricar campeões e nós corremos atrás para descobrir o que está sendo utilizado.

 

Drauzio – Quando se descobriu que os atletas estavam usando THG?

Bernardino Santi – A história do TGH é muito interessante. Até junho de 2003, ninguém imaginava que existisse, até que o responsável pelo Laboratório de Farmacologia da Universidade da Califórnia recebeu uma seringa de um treinador anônimo contendo determinada substância que, analisada, revelou ser a tetrahydrogestrinona, um esteroide anabolizante com todos os efeitos positivos e negativos que advêm desse tipo de droga. A pergunta passou a ser, então, há quanto tempo estaria sendo utilizada pelos esportistas. A preocupação é tanta que as 500 amostras coletadas no Campeonato Mundial de Atletismo de Paris, em 2003, estão guardadas e vão ser retestadas de acordo com o novo método para averiguar que atletas teriam usado THG e identificar as medalhas ganhas de forma ilícita.

 

Drauzio – Nesse caso as medalhas são cassadas? 

Bernardino Santi – Se realmente for detectada a presença de drogas desse tipo, as medalhas serão cassadas e as marcas apagadas dos livros de recordes e do livro de marcas.

 

EXAMES ANTIDOPING

 

Drauzio – Você, que faz parte dos órgãos ligados ao controle do doping, poderia explicar como é a rotina desses exames? 

Bernardino Santi – Faço parte da Coordenação Estadual do Controle de Dopagem da CBF e testamos os jogos da Copa Brasil, do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. O interessante é que, quando saímos do estádio carregando a bolsa de material coletado, as pessoas perguntam se pegamos alguém usando doping, porque pensam que o exame é feito na hora de forma artesanal. As coisas não funcionam dessa maneira. Nós procuramos garantir a máxima segurança por três diferentes razões: primeira, a segurança do atleta para evitar que possa seja lesado ou que alguém coloque alguma coisa estranha dentro de seu frasco; segunda, para segurança da própria comissão de controle de dopagem e terceira, para segurança do sistema de controle de dopagem. Obviamente para chegar a essa fórmula bastante segura, muitos erros foram cometidos e corrigidos ao longo do tempo. A estrutura do doping está apoiada num verdadeiro tripé. A primeira perna é a comissão de coleta constituída por pessoas treinadas que vão coletar o material obedecendo a um protocolo chamado cadeia de custódia. Uma vez colhido e distribuído em dois frascos que são devidamente lacrados e identificados por um número (o atleta não é identificado), o material é enviado para o laboratório, a segunda perninha do tripé, que analisa a amostra A. Se o resultado for positivo, o atleta é convocado e é aberta a amostra B que vai confirmar ou não o resultado da amostra A. Havendo confirmação, o material e toda a parte documental é remetida para a terceira perna do tripé: o tribunal que irá julgar o caso.

 

Drauzio – Vamos mostrar passo a passo como isso é feito?

Bernardino Santi – No caso do futebol, o atleta é sorteado aos 30 minutos do segundo tempo. Assim que o jogo termina, um oficial o procura, avisa que foi sorteado e ele assina uma notificação. A partir desse momento, está proibido de entrar no vestiário e tem de acompanhar o oficial até o lugar da coleta. Por que são tomadas essas precauções? Porque houve casos em que o atleta ia ao vestiário, tomava banho, colocava uma sonda na uretra e injetava urina de outra pessoa dentro da própria bexiga. Na sala de coleta, o atleta escolhe um kit devidamente lacrado no qual ninguém mais mexerá a não ser ele próprio a fim de evitar alegações, como as que ocorreram no passado, de que o fiscal responsável pelo controle colocava, ou podia colocar, algo estranho na urina recolhida. O kit consta de um copinho coletor, uma caixinha com o frasco A com um número e outra caixinha com o frasco B, com o mesmo número do frasco A. Depois de distribuir a urina (no mínimo 60 ml) nesses dois frascos, eles são fechados, lacrados e colocados em uma caixa que também é lacrada e leva por fora apenas uma etiqueta com o número do frasco e o número da amostra. O atleta nunca é identificado. Feita a análise da amostra A, se o resultado for positivo, ele será chamado ao laboratório para romper o lacre da caixa que contém o frasco B, também lacrado e com sua assinatura e a do representante que o acompanhava no dia da coleta. Qualquer sinal de que o lacre tenha sido violado será descrito numa ata que registra todo o processo para efeito de documentação e julgamento. A análise do conteúdo do frasco B pode ser acompanhada por um médico ou outra pessoa de confiança do atleta. Confirmado o resultado positivo, todos os documentos são remetidos para o tribunal que julga o caso seguindo os preceitos legais em vigor.

 

DROGAS MAIS CONSUMIDAS

 

Drauzio Que tipo de drogas vocês mais detectam? 

Bernardino Santi – Hoje, são encontrados com mais frequência o esteroide anabolizante, a efedrina e a cocaína e maconha como drogas recreacionais. Quando se fala em maconha, vem sempre aquela pergunta: maconha é droga utilizada para melhora de performance? Para respondê-la, a WADA, que congrega médicos do mundo inteiro, abriu discussão porque há países mais permissivos, como a Holanda, onde o consumo de maconha é liberado e não é visto como uma forma de doping para o esporte. Eu me incluo entre os mais radicais, com tolerância zero para o uso dessa droga por vários motivos. Primeiro, porque a maconha é um canal aberto para o consumo de outras drogas. Segundo, porque não dá para associar um atleta de alto nível à utilização de drogas como a maconha e a cocaína. É preciso entender que ele é um ídolo, um exemplo, o Super-homem, quase um Deus para o jovem que torce por ele, que o admira.

 

Drauzio – Nem de longe ele pode passar a falsa impressão para o garoto de que é a cocaína que o faz jogar daquele jeito. 

Bernardino Santi – As pessoas que têm imagem a zelar, só o jogador de futebol, mas os cantores, os artistas, as pessoas que aparecem na mídia têm a responsabilidade de dar exemplo, porque as drogas recreacionais são portas abertas para a criminalidade.

 

EXAME ANTIDOPING

 

Drauzio – Quanto tempo depois que o atleta parou de usar drogas, elas ainda podem ser detectadas no exame antidoping?

Bernardino Santi – Os métodos laboratoriais modernos permitem detectar sinais das drogas até um ano depois de suspenso o consumo. Um fio de cabelo é o bastante para provar que um ano antes o atleta usou maconha ou cocaína. Atualmente, os laboratórios possuem aparelhos de última geração, muito sensíveis, que conseguem determinar no sangue a utilização de determinadas substâncias ocorrida seis meses antes da coleta. Por outro lado, alguma coisa mudou na mentalidade das grandes empresas multinacionais que patrocinavam o esporte. Se antes estavam mais interessadas na vitória dos atletas nas competições para divulgar sua marca, hoje tomam extremo cuidado para não associar a imagem da empresa à do atleta que faz uso de certas substâncias ilegais. Por essa razão, estão injetando dinheiro nas associações internacionais de controle à dopagem para que façam cada vez mais testes, cada vez mais pesquisas. Poder contar com esses recursos nos próximos Jogos Olímpicos permitirá fazer cerca de 300 testes de sangue nos atletas, pois, como se sabe, tanto a coleta quanto a avaliação laboratorial do sangue são mais dispendiosas do que as da urina.

 

Drauzio – O teste de rotina é feito com urina. Quando o exame de sangue é solicitado? 

Bernardino Santi – Já está acertado entre a WADA e os médicos que serão coletadas de 300 a 500 amostras de sangue. Obviamente, os esportes de maior risco, como o ciclismo, a natação e o atletismo terão número maior de atletas testados pelo exame de sangue.

 

TESTE QUALITATIVO

 

Drauzio – Nos Estados Unidos, é muito frequente um candidato a determinadas funções ter de fazer um teste para ver se está em condições de exercê-las. Como é feito esse teste de rotina, esse antidoping para os não atletas? 

Bernardino Santi  Os Estados Unidos se preocupam com o fato de o funcionário estar utilizando determinada substância que possa acarretar um problema tanto para ele, quanto para a empresa, uma vez que pode interferir na sua produtividade e, consequentemente, trazer prejuízos para a empresa. Por isso, desenvolveram determinadas formas de controle. Uma delas é a utilização de uma fita de avaliação qualitativa de cinco drogas — anfetaminas, maconha, cocaína, ópio e ecstasy – que colocada num frasco com urina vai indicar numa janelinha de leitura o uso ou não dessas substâncias. Se aparecer um risquinho, o resultado é positivo; dois risquinhos, é negativo. É um teste barato e simples, que já existe no Brasil, por meio do qual se consegue detectar drogas (principalmente as estimulantes como as anfetaminas) utilizadas até 30 dias antes do exame.

 

Drauzio – Mas, quando dá positivo, esse teste precisa ser confirmado?

Bernardino Santi – Sim, esse é um teste qualitativo, mas é preciso quantificar a dosagem da substância ingerida. No caso das anfetaminas, por exemplo, a pessoa pode estar fazendo um tratamento para emagrecer ou um tratamento endocrinológico. Uma análise laboratorial vai permitir avaliar se a droga é de adicção ou terapêutica.

Sobre o autor: Maria Helena Varella Bruna

Maria Helena Varella Bruna é redatora e revisora, trabalha desde o início do Site Drauzio Varella, ainda nos anos 1990. Escreve sobre doenças e sintomas, além de atualizar os conteúdos do Portal conforme as constantes novidades do universo de ciência e saúde.