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Hipertensão | Artigo

enfermeira mede pressão de homem idoso. tratamento da hipertensão requer mudança de estilo de vida

Existem hoje 43 milhões de brasileiros com hipertensão. Veja no artigo do dr. Drauzio as recomendações de tratamento da hipertensão de acordo com os valores da pressão arterial.

 

Os antigos pensavam que o órgão central da circulação seria o fígado, porque nas autópsias encontravam grande quantidade de sangue em seu interior. Imaginavam que as veias levariam o sangue do fígado para a periferia e que o ar da respiração seria conduzido pelas artérias (daí o nome) para refrigerar os órgãos internos.

Hoje sabemos que o coração é um músculo com quatro cavidades que funcionam como bomba hidráulica. Quando se dilatam ficam cheias de sangue; ao contraírem-se, pressionam o sangue venoso para os pulmões e o sangue já oxigenado através das artérias, com a finalidade de distribuir oxigênio e nutrientes para todos os tecidos.

A bomba cardíaca trabalha sem parar: em seu interior passam 5 a 6 litros de sangue por minuto.

Veja também: Relação entre o sal e a pressão alta

O sistema circulatório é fechado: o sangue impulsionado pelo coração para percorrer as artérias voltará pelas veias. É como no encanamento de uma casa na qual a água da caixa fosse impulsionada por uma bomba e, depois de utilizada, passasse por um filtro e retornasse para ser bombeada de novo.

A pressão arterial é consequência da força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular pelo sistema.

Se o sangue saísse do coração sem pressão nenhuma, não teria condições de circular e morreríamos em poucos minutos por falta de oxigênio nos tecidos.

O organismo é muito sensível a aumentos de pressão. Se o sangue for bombeado constantemente sob pressão mais alta, vários órgãos entrarão em sofrimento. Em situações extremas, quando acontecem aumentos bruscos de pressão, pode haver colapso do sistema e morte súbita.

Quando o coração se contrai (sístole) para expulsar o sangue de seu interior, a pressão nas artérias atinge o valor máximo: é a pressão máxima ou sistólica. Quando sua musculatura relaxa (diástole) para permitir que o sangue volte para encher suas cavidades, a pressão cai para valores mínimos: é a pressão mínima ou diastólica.

Com o aparelho, procuramos medir esses dois níveis de pressão – máximo e mínimo – em centímetros ou milímetros de mercúrio. Assim, quando dizemos que uma pessoa apresenta pressão de 12 cm por 8 cm (o mesmo que 120 mm por 80 mm), queremos explicar que o coração, ao bater na sístole, impulsiona o sangue pelas artérias com pressão igual à exercida por 12 cm (ou 120 mm) de uma coluna de mercúrio; e, que, na diástole, ao relaxar a musculatura cardíaca, a pressão arterial cai para 8 cm (ou 80 mm).

A pressão arterial não é constante no decorrer do dia: em repouso ou dormindo, com os vasos relaxados, ela tende a cair; e a subir quando fazemos esforço físico, estamos agitados, nervosos ou submetidos a condições de estresse.

Por isso, é muito importante que a pressão seja medida com aparelho aferido regularmente, que o manguito seja inflado devagar e que seja adequado ao diâmetro do braço. Por exemplo, crianças precisam medir a pressão com manguitos menores e pacientes obesos, com manguitos mais largos para evitar erros de medida.

Além desses, é preciso tomar os seguintes cuidados ao medir a pressão, para evitar a chamada síndrome do avental branco, responsável pelo aumento dos níveis por causa da tensão que a presença do médico e o ambiente podem ocasionar:

Quando os valores obtidos estiverem elevados, a pressão deverá ser medida 1 a 2 minutos mais tarde. Se permanecerem elevados, o ideal é medi-la novamente em ambiente doméstico.

É preciso muita cautela antes de rotular uma pessoa como hipertensa.

Nos adultos com pelo 18 anos, a pressão arterial pode ser classificada de acordo com os critérios internacionais ordenados na tabela abaixo:

 

 

De acordo com o Ministério da Saúde, em nosso país existem 43 milhões de hipertensos, assim distribuídos de acordo com a faixa etária:

A hipertensão é doença democrática que se instala em crianças, mulheres e homens de todas as etnias e condições sociais. Por razões genéticas, mulheres e homens negros correm mais risco de desenvolvê-la.

Aumentos de peso e de pressão arterial caminham de mãos dadas. As diminuições também: nos hipertensos, para cada 1 kg perdido a pressão cai em média 1,3 mm a 1,6 mm.

Existe relação nítida entre peso corpóreo e pressão alta. A obesidade provoca alterações no metabolismo que contribuem para fazer as terminações nervosas, que controlam a abertura e o fechamento dos vasos (vasodilatação e vasoconstricção), manterem os vasos mais contraídos. Para vencer a resistência aumentada à passagem do sangue, o coração é obrigado a fazer mais força, que se reflete no aumento da pressão arterial.

Assim, uma pessoa obesa que tenha pressão 15 por 10 – hipertensão estágio 1 -, ao perder 10 quilos, terá a pressão diminuída para aproximadamente 13,5 por 8,5, faixa considerada limítrofe. Se perder 20 quilos, sua pressão voltará ao normal.

A perda de peso constitui a medida não farmacológica mais eficaz no tratamento da hipertensão. Ela também aumenta a eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos em indivíduos obesos ou não.

Hipertensão arterial é doença traiçoeira, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando ocorre aumento abrupto e exagerado.

Muitas pessoas acreditam que o aumento da pressão provoque sintomas como tontura, dor de cabeça, palpitações ou pontos brilhantes que turvam a visão e, como nada sentem, passam anos sem medir a pressão. Não é verdade que esses sintomas tenham alguma coisa a ver com a pressão. A única forma de fazer o diagnóstico de hipertensão é medir a pressão arterial.

Quanto mais cedo for diagnosticada, melhor o resultado do tratamento. O ideal é que a pressão seja medida a partir do primeiro ano de vida, nas consultas pediátricas.

Nos adultos com pressão de até 12 por 8, basta medi-la uma vez por ano. Entre esse valor e 14 por 9, uma vez a cada 6 meses. Acima de 14 por 9, os controles devem ser muito mais freqüentes, porque nessa faixa a doença deve obrigatoriamente ser tratada.

 

Estruturas afetadas pela hipertensão

 

Imagine, que por um defeito qualquer, a água de sua casa seja bombeada pelo encanamento sob alta pressão. De início, talvez você fique satisfeito com o impacto da ducha ou com a força do esguicho no jardim. Mas, com o tempo, as torneiras precisarão de consertos, o filtro da cozinha ficará avariado, os canos apresentarão vazamentos e a mangueira do jardim estará em frangalhos. Exausta de tanto esforço, finalmente, a bomba hidráulica começará a falhar, o fluxo diminuirá e o sistema entrará em colapso.

Nada muito diferente do que ocorre com o organismo submetido ao aumento constante da pressão arterial, embora existam duas distinções fundamentais: a hipertensão só provoca sintomas nas fases finais e as estruturas lesadas por ela não são encontradas em lojas de ferragens.

A hipertensão dilata o coração e danifica o sistema arterial: das artérias de maior calibre, como a aorta, às de calibre médio e aos milhares de quilômetros de capilares que irrigam nossos tecidos.

Algumas pessoas têm sangramentos nasais, quando a pressão aumenta, mas esses casos são raros. A maioria dos hipertensos não sente rigorosamente nada. Por isso, a doença é chamada de assassino silencioso.

Sua pressão arterial pode ficar elevada durante décadas sem que você sequer desconfie. Na clínica, canso de encontrar mulheres e homens com 18 por 12 de pressão (ou mais), que simplesmente desconhecem a condição de hipertensos.

Sintomas como dor de cabeça, pressão na nuca, sudorese excessiva, câimbras, palpitações cardíacas, micções frequentes, geralmente atribuídos à pressão alta, na esmagadora maioria dos casos nada têm a ver com aumento da pressão arterial.

Para quem sofre de pressão alta é absolutamente fundamental controlá-la por meio de mudanças no estilo de vida e do uso de medicamentos, quando estes se tornam indispensáveis. Quanto mais precocemente a doença for identificada, mais fácil tratá-la e mais baixo o risco de surgirem complicações.

A pressão exagerada do sangue nas câmaras cardíacas e no interior das artérias causa problemas para diversas estruturas do organismo:

 

O coração é constituído por fibras musculares encarregadas de bombear o sangue para percorrer o sistema arterial e a retornar pelo sistema venoso. Quando a resistência ao fluxo da corrente sanguínea aumenta, a musculatura cardíaca é obrigada a fazer mais força.

O excesso de trabalho muscular causa hipertrofia progressiva das paredes cardíacas, especialmente as do ventrículo esquerdo, encarregadas de impulsionar o sangue pela aorta. Com isso, a curvatura que a aorta faz ao deixar o coração é empurrada para cima e para trás.

A musculatura hipertrofiada reduz o espaço disponível para as cavidades cardíacas, que se tornam angustiadas e com dificuldade progressiva de expulsar o sangue de seu interior. Nas fases finais, a hipertrofia pode ser tão exagerada que o órgão é chamado de “coração de boi”.

Como consequência do funcionamento precário do coração, há retenção de líquido nos pulmões e nos membros inferiores, surgem falta de ar aos esforços e inchaço nas pernas: está instalada a insuficiência cardíaca.

Além de insuficiente para enfrentar adequadamente as solicitações dos esforços físicos, o aumento do coração pode levar a alterações do ritmo das batidas: são as palpitações ou arritmias, que provocam falta de ar e sensação de desconforto respiratório.

 

Nossas artérias não têm a rigidez dos encanamentos hidráulicos; ao contrário, são estruturas elásticas dotadas de uma camada muscular que se contrai (vasoconstrição) ou relaxa (vasodilatação) de acordo com as necessidades, justamente a fim de manter constante o fluxo de sangue que chega aos órgãos, para evitar danificá-los.

Quando o aumento da pressão é mantido por muitos anos, as camadas musculares que contraem ou dilatam as pequenas e as grandes artérias perdem gradativamente a elasticidade e se tornam endurecidas: é a arteriosclerose (do grego sklerosis, endurecimento).

Por outro lado, a pressão elevada pode modificar as características da camada fina e delicada que reveste internamente as artérias: o endotélio. Os danos às paredes internas atraem plaquetas para o local, com a finalidade de formar microcoágulos para repará-los.

As irregularidades microscópicas surgidas no endotélio facilitam o depósito de gorduras e a instalação de um processo inflamatório que levará à formação de placas. Mais tarde, as placas invadirão as paredes arteriais mais internas, e constituirão uma barreira à passagem do sangue: é a aterosclerose.

A arteriosclerose e a aterosclerose podem ocorrer em qualquer artéria, mas a frequência é maior (e causam complicações mais sérias) nas que irrigam coração, cérebro, rins e os olhos.

Os depósitos de gordura e a perda da elasticidade afetam com mais frequência a parte da aorta que atravessa o abdômen (aorta abdominal) e as artérias das pernas. Na aorta, podem surgir dilatações chamadas de aneurismas e nas pernas, dificuldade de circulação que provoca dores ao andar.

A principal causa de morte em hipertensos é o infarto do miocárdio (ataque cardíaco), consequência da obstrução das artérias coronárias. Das pessoas que sofrem ataques cardíacos, 60% sofrem de hipertensão.

 

O endurecimento das paredes arteriais e a deposição de placas de gordura em suas camadas internas podem provocar danos à circulação cerebral.

Quando ocorre obstrução ou rompimento de uma artéria do cérebro o quadro recebe o nome de acidente vascular ou derrame cerebral.

Existem dois tipos de acidentes vasculares cerebrais:

 

Isquêmico

É o tipo mais comum, responsável por 70% , 80% dos acidentes vasculares cerebrais.
O fluxo incessante da corrente sanguínea pelas câmaras cardíacas e através de artérias com placas em suas paredes pode deslocar pequenos coágulos capazes de navegar até obstruir artérias cerebrais menos calibrosas, privando de oxigênio o tecido nervoso delas dependentes.

Às vezes, o suprimento sanguíneo é interrompido por períodos curtos (24 horas ou menos). Nesse caso, o acidente cerebral é chamado de transitório (ameaça de derrame, popularmente) para diferenciá-lo dos que se instalam por períodos mais prolongados.

Em 80% dos casos, os derrames cerebrais isquêmicos acontecem em pessoas hipertensas.

 

Hemorrágico

Ocorre quando um vaso cerebral se rompe, provocando hemorragia que lesa o tecido nervoso. Acidentes hemorrágicos podem ser consequentes à ruptura de aneurismas – dilatações das paredes arteriais – ou de pequenas fissuras no interior das artérias.

Os sintomas dos derrames dependem da extensão de tecido cerebral que entra em sofrimento e das funções que essas áreas coordenam. Os mais freqüentes são perda de movimento de um lado do corpo, dificuldade para falar, desorientação espacial, tonturas e perda da consciência.

 

Cerca de 20% do sangue colocado em circulação pelas batidas cardíacas vão parar nos rins para ser filtrado.

O rim é formado por um conjunto de estruturas microscópicas (os néfrons) encarregadas de filtrar o sangue para retirar de circulação os produtos desprezados pelas células e estabelecer o equilíbrio entre as quantidades de água, ácidos e sais minerais que devem permanecer no organismo.

O aumento da pressão e a existência de placas nas artérias que levam sangue aos néfrons para ser filtrado, reduzem o fluxo sanguíneo e, conseqüentemente, a capacidade de filtração. Com o passar do tempo, os rins diminuem de tamanho e perdem progressivamente a capacidade de eliminar substâncias tóxicas, quadro conhecido como insuficiência renal.

Por outro lado, a incompetência funcional dos rins causada pela hipertensão dificulta excreção de água e sódio nas quantidades desejáveis. A retenção aumenta o volume de líquido circulante, colaborando para elevar ainda mais a pressão arterial.

Boa parte das pessoas submetidas a diálises e transplantes renais, chegaram a essas condições por causa de hipertensão não tratada.

 

A retina, camada que reveste internamente a cavidade ocular, rica em terminações nervosas essenciais para a captação das imagens projetadas sobre ela, é altamente vascularizada. Iluminando-a através da pupila, é possível visualizar, no fundo do olho, essa rede de pequenas artérias e veias tortuosas.

Nos estágios iniciais da hipertensão, essas pequenas artérias se tornam estreitadas e endurecidas. Nas fases adiantadas, elas podem ser obstruídas ou mesmo romper, provocando hemorragias que podem destruir células da retina e agredir o nervo ótico que conduz os estímulos luminosos da retina para o cérebro, causando perda da visão.

Veja também: Complicações da hipertensão

 

Mecanismos naturais de controle

 

O sistema circulatório dispõe de mecanismos muito delicados para manter constante a pressão no interior das artérias.

Quando o coração se contrai, expulsa o sangue existente em seu interior. O sangue venoso contido no ventrículo direito é bombeado para os pulmões, para ser oxigenado. O arterial contido no ventrículo esquerdo é bombeado para a aorta, artéria da qual emergem ramos que se bifurcam em outros de diâmetros cada vez mais finos para formar uma rede quilométrica de capilares, destinada a levar oxigênio e nutrientes para todas as células do organismo.

Nos tecidos, os capilares entregam oxigênio e os nutrientes essenciais, recebem gás carbônico e tudo o que não interessa mais às células, para conduzi-los às veias que vão levá-los de volta ao coração.

Diversos sistemas ajudam a manter a pressão arterial dentro de valores adequados:

Milhões de anos de evolução selecionaram mecanismos de alta complexidade que permitem ao cérebro monitorar continuamente os valores da pressão arterial e enviar ordens para executar as correções necessárias, com a finalidade de mantê-la em valores adequados para cada situação.

Em 90% a 95% dos casos, não se consegue descobrir a causa da hipertensão. Mas sabemos que há genes e outros fatores associados ao risco de desenvolvê-la; alguns evitáveis, outros não.

 

Fatores não evitáveis

 

São inevitáveis porque nada pode ser feito para modificá-los:

 

Fatores evitáveis

 

 

Tratamento

 

O tratamento da hipertensão não é padronizado; ao contrário, precisa ser individualizado segundo as necessidades de cada um.

A melhor forma de controlar a pressão é por meio de modificações no estilo de vida. Manter atividade física diária, evitar a obesidade, o excesso de bebidas alcoólicas, de alimentos gordurosos, de doces e de sal (nas pessoas sensíveis a ele), reduzir o estresse e, especialmente, abandonar o fumo são procedimentos que todos os portadores de hipertensão devem adotar.

Nos casos de hipertensão mais leve, tais medidas podem ser capazes de fazer a pressão retornar a valores normais. Muitas vezes, no entanto, elas são insuficientes para mantê-la dentro de limites seguros.

Felizmente, contamos com diversos medicamentos dotados dessa propriedade, que podem ser administrados continuamente, por anos consecutivos, com o mínimo de efeitos indesejáveis.

A prevenção das complicações da hipertensão por intermédio do uso de drogas anti-hipertensivas foi um dos maiores sucessos da medicina moderna.

A hipertensão não é uma doença uniforme. É lógico que o médico não pode tratar de uma pessoa com 13,5 por 9,5 da mesma forma que de outra com 17 por 12. Embora em ambos os casos seja necessário aconselhar a adoção de um estilo de vida saudável, é muito mais provável que o paciente com 17 por 12 precise ser medicado.

Como a hipertensão é a doença crônica mais prevalente no mundo, a medicina acumulou enorme experiência em seu tratamento. Diversos estudos envolvendo centenas de milhares de participantes permitiram definir certos princípios para orientar os médicos na condução de seus casos.

Esses princípios gerais tomam como base a tabela de classificação da hipertensão mostrada na primeira parte deste trabalho. O quadro abaixo indica as opções de tratamento de acordo com a classificação dos níveis de hipertensão:

 

 

O tratamento deve levar em conta não apenas os graus de hipertensão acima, mas outras condições mórbidas porventura associadas. Por exemplo, se você sofre de diabetes ou teve um infarto ou derrame cerebral, o ideal é que sua pressão seja mantida em valores abaixo de 13 por 8. Mas, se sofre de insuficiência renal grave, ela não deve ultrapassar 12 por 7,5.

Na indicação do tipo de tratamento, os seguintes fatores de risco devem ser analisados: fumo, obesidade, vida sedentária, níveis elevados de triglicérides/colesterol, diabetes, insuficiência renal, idade (homens acima de 55 anos, mulheres com mais de 65 anos), sexo (homem ou mulher em menopausa), história de doença cardiovascular em familiares homens antes dos 55 anos ou em mulheres com menos de 65.

 

Orientações gerais

 

Se seu médico indicou medicamentos no seu caso, é muito importante que você leve em consideração as seguintes recomendações, válidas para todos os hipertensos:

Se esse for seu caso, evite os alimentos processados, são os mais ricos em sal, e jamais acrescente sal à comida antes de prová-la. Leia sempre o conteúdo de sal no expresso no rótulo dos alimentos processados.

O mais sensato é pedir para seu médico orientá-lo em relação à quantidade de sal que pode ser ingerida com segurança;

Ao cozinhar use pouco sal, óleo ou gordura: dê preferência às ervas e a outros temperos.

 

Aderência ao tratamento medicamentoso

 

Se você recebeu a prescrição de medicamentos para controlar a pressão, evite encará-la de forma pessimista, como se representasse uma tragédia. De fato, não é agradável tomar remédio todos os dias, mas pense no sofrimento dos que viveram numa época em que eles não existiam: ataques cardíacos, derrames cerebrais e todo o cortejo de complicações da hipertensão, sem nenhuma possibilidade de defesa.

Por isso, agradeça à imaginação criadora dos cientistas que desenvolveram os anti-hipertensivos e procure seguir as seguintes recomendações em relação a eles:

A resposta mais provável é “sim”. Raros portadores de hipertensão grau I e grau II conseguem ficar livres da medicação graças apenas a mudanças no estilo de vida, mas muitos conseguem reduzir significativamente as doses diárias;

Classificação               Pressão máxima (cm)            Pressão mínima (cm)
Ótima                          < 12,0                  – e –                     < 8,0
Normal                          < 13,0                  – e –                     < 8,5
Limítrofe                  13,0  a 13,9               – ou –                 8,5 a 8,9
Hipertensão
Estágio 1 (leve) 14,0 – 15,9        – ou –                  9,0 – 9,9
Estágio 2 (moderada) 16,0 – 17,9        – ou –                 10,0 – 10,9
Estágio 3 (grave)   18,0 ou mais     –  ou –                 11,0 ou mais

 

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