Drauzio

Anos de fumaça | Artigo



Vencer a dependência de nicotina pressupõe determinação diária. Muitas vezes, quem deixa de fumar fica mais incomodado. Leia alguns depoimentos de ex-fumantes.

 

De um lado, o Ministério da Saúde adverte que o fumo dá câncer, derrame cerebral, infarto do miocárdio, má formação fetal e outras doenças graves e exige que os maços sejam estampados com fotos que ilustram os malefícios causados pelo cigarro.

Do outro, a indústria do tabaco investe milhões para seduzir novos consumidores.

 

Veja também: Dr. Drauzio fala sobre a síndrome de abstinência de nicotina

 

Vencer a dependência de nicotina pressupõe determinação diária. Muitas vezes, ex-fumantes são as pessoas que ficam mais incomodadas com quem persiste no hábito. Alguns, mais solidários, tentam ajudar contando a própria história como fumante e a forma como agiram para parar de fumar.

Os depoimentos abaixo fazem parte do acervo de informações que o site vem recebendo espontaneamente por parte de seus visitantes que fumaram e pararam ou ainda fumam e também consideram importante servem, também, para informar sobre o contexto em que as pessoas cresceram, na maioria, educadas a considerar o cigarro uma coisa normal.

  • “Quando você larga de fumar, o fôlego melhora em duas ou três semanas. A circulação sanguínea também. Você começa a sentir o gosto da comida, o cheiro das coisas. O sono fica mais tranquilo e a respiração, não dá nem para acreditar como melhora. Chega de adiar esse momento. Respire fundo e tente já. Jogue aquele maço amarrotado e mal-cheiroso no lixo para sempre”. Drauzio Varella, 59 anos, ex-fumante há 23 anos
  • “Desde pequeno, eu convivi com o cigarro. Na minha casa todos fumavam. Um dia, resolvi experimentar.” C.R.G., 55 anos, fumante há 32 anos
  • “Dentre outros vícios que tive, pesados também, o cigarro foi o mais forte. Tem de ter disciplina e muita força de vontade para deixar de fumar” A.S.L., 32 anos, ex-fumante há 3 anos
  • “Mesmo com todas as advertências, eu não conseguia parar de fumar. Fumei por muitos anos. Cheguei a levantar da cama para comprar cigarro, pode? Quando decidi parar, toda a vez que vinha aquela vontade maluca, tomava um copo cheio de água e isso me ajudou bastante. Escovar os dentes também ajuda, assim como ajuda mascar chiclete, evitar tomar café, fazer exercícios físicos e, principalmente, não filar cigarros dos outros.” C.A.B., 42 anos, ex-fumante há 12 anos

Sobre o autor: Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.

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