Atchiiim! Por que espirramos?

Por que espirramos? Essa é uma tática do nosso corpo para expulsar algum tipo de corpo estranho. Saiba como funciona o espirro.


Equipe do Portal Drauzio Varella postou em Otorrinolaringologia

O espirro é uma reação automática das vias respiratórias para eliminar substâncias estranhas do organismo.

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Publicado em: 29/09/2023

Revisado em: 06/10/2023

O espirro é uma reação automática das vias respiratórias para eliminar substâncias estranhas do organismo.

 

O que existe por trás de um espirro? Ele é um mecanismo de defesa do corpo que ajuda a manter o nosso sistema respiratório limpo e saudável. Ou seja, espirrar é um sinal de que o organismo está reagindo contra estímulos irritantes ou invasores indesejados. 

Quando o nariz ou as vias respiratórias detectam substâncias irritantes, o corpo reage imediatamente, para expulsar essas partículas antes que elas possam desencadear um problema de saúde mais grave, como gripes ou outras doenças contagiosas. 

“Espirro, também chamado tecnicamente de esternutação, é uma reação involuntária da via aérea, desencadeada por um fator irritante, com intuito de eliminá-lo do nosso corpo assim que identificado. Isso porque a nossa via aérea está constantemente em contato com o ambiente, sendo uma porta de entrada importante de microrganismos e partículas”, esclarece a dra. Luana Torrini, médica especializada em otorrinolaringologia.

 

Como um espirro é desencadeado?

Diversas situações podem desencadear os espirros, como a inalação de poeira, pólen, vírus, fungos, bactérias, cheiros fortes de perfumes, pelos de animais ou produtos químicos, alergias no geral, exposição ao ar muito frio, entre outros.

“Alguns desencadeantes podem variar de pessoa para pessoa, a depender da sensibilidade alérgica”, completa a dra. Luana.

 

Mecanismo de proteção X doenças contagiosas

Mas apesar de atuar como um mecanismo protetor, os espirros também são responsáveis pela transmissão de doenças pelo ar, principalmente quando não protegemos a boca ao espirrar ou não lavamos as mãos corretamente logo após um espirro.

Resfriados, influenza, covid-19, varicela (catapora), sarampo, caxumba, rubéola, tuberculose, pneumonias e até meningites podem ser transmitidas [pelo espirro] por serem doenças em que os microrganismos entram e muitas vezes permanecem na via aérea, causando sintomas de congestão nasal, secreção, irritação local e espirros”, exemplifica a otorrinolaringologista.

A dra. Luana ainda explica que para desempenhar sua função protetora e facilitar a respiração adequada, a via aérea é constituída por células que filtram, umidificam e aquecem o ar que inalamos. Quando essas células detectam algo fora do comum, o nervo trigêmeo (responsável pela sensibilidade facial) é estimulado, acionando, assim, o reflexo do espirro.

Esse reflexo faz com que os pulmões se encham rapidamente de ar e os músculos do tórax e do abdômen se contraiam de forma intensa, resultando na expulsão de ar sob pressão pelo nariz ou pela boca, eliminando a substância irritante.

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Devemos evitar o espirro em situações inconvenientes?

A resposta é não. Até aqui explicamos que o espirro é uma reação involuntária e serve como um sistema de proteção do organismo, por isso, mesmo em situações que pareçam ser inconvenientes, não devemos “segurar” o espirro.

Mas para dar tempo de nos dirigirmos a um local mais adequado para espirrar, é possível evitar o espirro tampando o nariz, com os olhos fechados, e respirando lentamente pela boca. Entretanto, a dra. Luana explica que a velocidade do ar eliminado ao espirrar pode chegar a 160 km/h, e a tentativa de segurá-lo pode gerar pressão e dor nos ouvidos e até sangramento nasal.

“Pessoas com rinite alérgica geralmente apresentam espirros em salvas (vários espirros em sequência) na tentativa de eliminar o máximo de partículas possíveis. Caso você tenha essa condição, ao entrar em contato com os agentes irritantes ou situações em que seja inconveniente espirrar, é indicado o uso de medicações antialérgicas e sprays nasais, mas sempre consulte um médico especialista inicialmente”, aconselha.

 

Cuidados necessários

Alguns cuidados são recomendados ao espirrar. São eles:

  • Cubra a boca e nariz com o braço, mantendo o cotovelo dobrado;
  • Use lenços descartáveis;
  • Higienize bem as mãos com água e sabão após o espirro;
  • Se estiver com alguma doença infectocontagiosa que esteja causando os espirros e precisar sair, use máscara para conter as gotículas expelidas;
  • Em caso de doenças contagiosas, evite sair de casa.

Adicionalmente, espirros acompanhados de outros sintomas devem ser avaliados por um profissional da área da saúde, como clínicos gerais, otorrinolaringologistas ou imunologistas, de acordo com as necessidades apresentadas pelo paciente. Além disso, é importante manter a vacinação em dia para prevenção de doenças e segurança geral da população.

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Sobre a autora: Gabriella Zavarizzi é jornalista especializada em conteúdos digitais. Tem interesse em assuntos relacionados a neurociências, saúde mental, autismo, TDAH e primeira infância.

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