Meningite: conheça os sintomas, sequelas e tratamento

A meningite é uma inflamação da meninge que, se não for tratada, pode deixar várias sequelas. Saiba mais sobre a doença.

médico examina nuca de mulher com meningite

Compartilhar

Publicado em: 21/04/2023

Revisado em: 24/04/2023

A meningite pode ser grave, principalmente em crianças, adolescentes e idosos, e exige tratamento rápido. 

 

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por uma série de agentes, e exige tratamento rápido, pois o quadro pode se agravar e gerar complicações. 

Bebês, crianças pequenas, adolescentes e idosos são os grupos mais vulneráveis, uma vez que seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento ou enfraquecido (no caso dos idosos). Pacientes com doenças crônicas ou imunocomprometidos também precisam de atenção extra em relação ao quadro. 

A meningite é transmissível na maioria dos casos. “A forma mais comum de transmissão se dá por meio da disseminação de gotículas respiratórias, como durante a tosse ou espirro de uma pessoa infectada. Além disso, a meningite também pode ser transmitida por contato direto com fluidos corporais infectados, como sangue, saliva e líquido cefalorraquidiano (LCR)”, afirma a dra. Polyana Vulcano de Toledo Piza, neurologista e coordenadora do Programa de Especialidades Clínicas do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

 

Tipos e sintomas de meningite

A meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e, mais raramente, por medicações ou processos autoimunes. A meningite bacteriana é o tipo mais grave da doença.

Os principais sintomas são dor de cabeça, enjoo, vômitos, dificuldade para movimentar a cabeça de cima para baixo (rigidez na nuca), febre, sensação de mal-estar geral, irritabilidade e convulsões. “Nas meningites bacterianas esses sintomas são mais precoces e intensos, enquanto nas meningites virais e fúngicas eles costumam ser mais brandos e tardios”, explica a médica.

Em bebês, alguns sintomas podem não aparecer ou ser difíceis de identificar. Em geral, o bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal e parecer letárgico ou não responder a estímulos. Outros sinais são moleira protuberante e reflexos anormais. 

Veja também: Primeiros cuidados com o bebê | Entrevista

 

Sequelas e gravidade da meningite

A especialista explica que nem todos os casos deixam sequelas e, quando isso acontece, na maioria das vezes, elas são reversíveis com o tratamento adequado. 

As possíveis sequelas associadas à doença incluem perda de audição, convulsões, cegueira, dificuldade de aprendizagem e no desenvolvimento e déficits neurológicos motores, como diminuição da força. Em casos extremos, a meningite pode levar à morte.

“A gravidade do quadro está intimamente relacionada à rapidez com que a doença progride, às condições prévias do paciente, e à capacidade de resposta do organismo à infecção e aos agentes bacterianos”, afirma a médica. 

Quanto antes o tratamento for iniciado, menor é o risco de o quadro se agravar e causar sequelas. Por isso, na presença dos sintomas que indiquem a doença, é muito importante buscar atendimento médico imediatamente. 

 

Tratamento 

Segundo a neurologista, o tratamento das meningites depende do tipo e da gravidade da doença, mas geralmente envolve o uso de antibióticos, antivirais ou antifúngicos, além de medicamentos para aliviar os sintomas. “Em casos graves, pode ser necessária internação hospitalar, além de cuidados intensivos, como ventilação mecânica e monitoramento constante dos sinais vitais”, detalha. 

 

Prevenção da meningite

Como explicamos, a meningite pode ser causada por diversos agentes e, para alguns deles, existe vacina. No SUS, estão disponíveis as vacinas para os tipos mais comuns de meningite bacteriana. Além disso, existe um tipo de vacina, a meningocócica B, que está disponível apenas no sistema privado. 

“Algumas vacinas como as de herpes e dengue não estão diretamente relacionadas à meningite, porém, sua administração previne que o infectado apresente complicações da doença, como o acometimento neurológico”, explica a médica. Ambas também só estão disponíveis na rede privada. 

Medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência, também são importantes para barrar a transmissão da meningite. Pessoas infectadas devem ser isoladas. Vale lembrar que a meningite fúngica não é transmitida de pessoa para pessoa. 

Confira os calendários de vacinação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) para crianças, adolescentes e idosos, com o detalhamento das vacinas para meningite disponíveis nas redes pública e privada.  

Veja também: Quais vacinas os adultos devem tomar?

Veja mais

Sair da versão mobile