Controle da pressão e derrame são intimamente associados, já que hipertensão é responsável por grande parte dos casos de AVC e de outros problemas cardiovasculares.

 

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, comemorado em 26 de abril, pode ser uma data de reflexão que contribua para as mudanças de hábitos e prevenção às doenças cardiovasculares. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), publicadas na sua Cartilha Informativa, o controle da pressão arterial reduz em 42% o risco de derrame e em 15% o risco de infarto. A entidade informa ainda que a pressão alta (hipertensão arterial) é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares.

Os números da SBC também mostram que cerca de 80% das pessoas que têm derrame são hipertensas; entre 40% e 60% dos pacientes que sofrem infarto apresentam hipertensão associada. “Mudar hábitos e adotar medidas preventivas melhoram a qualidade de vida dos pacientes com hipertensão e aumentam sua expectativa de vida”, afirma Pedro Oliveira, diretor médico da ePharma.

No Brasil, as doenças cardiovasculares (também conhecidas pela sigla DCV) afetam anualmente cerca de 17,1 milhões de pessoas, ainda segundo a SBC. Os dados da entidade mostram que são registrados no país mais de 300 mil mortes por ano decorrentes dessas doenças. “Elas podem se manifestar de várias maneiras como infartos, derrames e morte súbita”, explica Oliveira.

Para manter uma vida saudável e reduzir os riscos de hipertensão, Pedro Oliveira recomenda uma alimentação com baixo teor de gordura, carboidratos e sal, a prática regular de atividades físicas e a manutenção do peso corpóreo compatível com IMC abaixo de 25 (calcule seu IMC aqui). “O consumo de álcool também deve ser moderado. Já para os fumantes, só existe uma possibilidade: largar o cigarro”, sentencia o médico.