População indígena: como as fake news atrapalham a vacinação? | Linha de Frente

Em meio à maior pandemia da história do Brasil, a desinformação também atinge os povos indígenas.

Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.

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Em meio à maior pandemia da história do Brasil, a desinformação também atinge os povos indígenas.

 

As populações indígenas são, historicamente, mais vulneráveis às epidemias. Por seu modo de viver coletivo, os vírus se espalham rapidamente e podem devastar aldeias. No caso da covid-19, houve ainda um novo agravante: a disseminação de notícias falsas.

Mariana Maleronka, diretora do departamento de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde até 2013 e que hoje atua nas aldeias dos povos Wajãpi, no Amapá, e Sofia Mendonça, coordenadora do Projeto Xingu, contam como a falta de orientação do governo e a formação de uma rede capilarizada de fake news fizeram com que os indígenas resistissem à vacinação e aos protocolos de controle da pandemia. Em entrevista ao dr. Drauzio, as profissionais da linha de frente explicam a dificuldade de reverter essa situação por meio de muitas iniciativas de conscientização.

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