Nefrite: conheça os tipos, sintomas e fatores de risco

A doença pode ter impactos na função renal. Conheça as medidas preventivas e formas de tratamento.


Equipe do Portal Drauzio Varella postou em Nefrologia

desenho em 3 D de rins no corpo humano. nefrite afeta os órgãos

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Publicado em: 06/11/2023

Revisado em: 13/11/2023

A nefrite pode ter impactos na função renal. Conheça as medidas preventivas e formas de tratamento.

 

A nefrite, uma condição renal complexa, demanda atenção e compreensão para ser tratada de maneira eficaz. O termo é utilizado para descrever um conjunto de doenças que causam uma inflamação nos glomérulos, que é a principal unidade de filtração do rim.

A inflamação afeta a capacidade do rim de filtrar os resíduos tóxicos e o líquido em excesso. Existe a nefrite intersticial, que afeta o tecido entre os túbulos renais e pode ser causada por infecções ou reações a medicamentos, e a nefrite glomerular – mais conhecida como glomerulonefrite ou glomerulopatia. Essa última envolve os glomérulos.

De acordo com o dr. José A. Moura Neto, médico nefrologista e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a nefrite apresenta-se em formas agudas e crônicas, cada uma com características distintas. 

 

Sintomas e fatores de risco da nefrite

Os sintomas da nefrite incluem inchaço (edema) nas pernas ou rosto, pressão arterial elevada, presença de sangue ou proteína na urina, fadiga e diminuição do débito urinário. O dr. José explica ainda que a gravidade dos sintomas varia conforme o tipo e a natureza da condição.

O nefrologista cita fatores de risco ligados ao desenvolvimento da nefrite:

 

Os tipos de nefrite 

A nefrite pode ser primária ou idiopática, originando-se independentemente de outras condições, ou secundária, associada a condições clínicas subjacentes. 

        Veja também: Quando a infecção urinária sobre para os rins | Coluna #119

 

Medidas preventivas

Prevenir envolve medidas gerais, como: controlar condições subjacentes (diabetes e pressão arterial alta), evitar o uso excessivo de medicamentos que podem afetar os rins e manter uma dieta equilibrada e a hidratação adequada. “Além da prevenção, é importante estar atento para sinais e sintomas que podem indicar acometimento renal, como inchaço ou edema, elevação da pressão arterial e alterações urinárias, como redução do volume, presença de sangue ou espuma na urina”, pondera o médico.

 

Tratamento

Já o tratamento varia conforme o tipo e a gravidade, podendo incluir medicamentos anti-inflamatórios e terapias direcionadas à causa subjacente. Em casos mais severos, terapias de substituição renal, como hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal podem ser necessárias. A consulta a um nefrologista é imperativa para um plano de tratamento personalizado.

O dr. José afirma que os avanços nos tratamentos para nefrite têm sido limitados nas últimas décadas. “Pesquisas continuam explorando novas drogas, especialmente para glomerulonefrites, embora resultados conclusivos ainda estejam por vir. Espera-se que os próximos anos tragam inovações significativas no manejo da nefrite”, esclarece.

 

Impacto na função renal 

A nefrite pode resultar na perda gradual e, por vezes, irreversível da função renal. Esse declínio funcional pode levar ao acúmulo de toxinas no corpo e riscos de sobrecarga volêmica. Desde sintomas leves até complicações graves com risco de vida, a nefrite demanda monitoramento cuidadoso e intervenção adequada.

        Veja também: Como funcionam os rins | Infográfico

 

Diagnóstico da nefrite

O diagnóstico requer uma análise abrangente, incluindo exames de sangue, urina e imagem, como ultrassonografia. Em casos suspeitos, a biópsia renal pode ser necessária. A dosagem de creatinina, um simples exame de sangue, pode indicar alterações na função renal, auxiliando na diferenciação entre os tipos de nefrite.

 

Sobre o autor: Caio Coutinho é jornalista, gosta de política, futebol, música e cultura pop, mas já escreveu pautas de saúde para o G1. Quer explorar vários temas.

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