Drauzio Varella

Glaucoma

mulher mede pressão intraocular para verificar diagnóstico de glaucoma

Measuring intraocular pressure of mature woman in clinic, closeup

Os fatores de risco para o glaucoma são a hereditariedade, a diabetes, traumas oculares e a idade superior a 35/40 anos.

 

Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira.

Há vários tipos. O glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos, incide nas pessoas acima de 40 anos e pode ser assintomático. Ele é causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão intraocular.

A principal característica do glaucoma de ângulo fechado é o aumento súbito de pressão intraocular. O glaucoma congênito (forma mais rara) acomete os recém-nascidos, e o glaucoma secundário é decorrente de enfermidades como diabetes, uveítes, cataratas etc.

 

Veja também: Colírios com corticoides podem causar glaucoma secundário

 

Sintomas do glaucoma

 

A doença é assintomática no início. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas e compromete primeiro a visão periférica. Depois, o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular. Sem tratamento, o paciente fica cego.

De modo geral, a doença aparece com mais frequência a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa de idade, dependendo da causa que provocou a pressão intraocular mais elevada.

 

Diagnóstico do glaucoma

 

De modo geral, dois sinais merecem a atenção: pressão intraocular acima da média e alterações no nervo ótico, perceptíveis no exame de fundo de olho. Outros fatores podem ajudar a confirmar o diagnóstico.

São pacientes de risco os negros, que têm maior propensão a desenvolver pressão alta, pessoas com mais de 35 anos e os portadores de diabetes. O histórico familiar também é importante para o diagnóstico, pois cerca de 6% das pessoas com a doença já tiveram outro caso na família.

 

Tratamento do glaucoma

 

Inicialmente, o tratamento é clínico e à base de colírios. Existem drogas por via oral que só são usadas em casos emergenciais.

Alguns tipos de glaucoma estão associados a distúrbios que requerem tratamento específico. Cessada a causa, a pressão intra-ocular regride e o problema visual desaparece. Portanto, a medicação oftalmológica é usada por prazo curto enquanto se trata a outra doença que provocou o glaucoma, por exemplo, diabetes.

O glaucoma crônico – tipo mais comum da doença – exige o uso constante de colírios pela vida inteira, porque não tem cura. Como pode ser controlado por meio de medicação, cirurgia ou raio laser, o paciente precisa ser mantido sob controle ininterruptamente.

Tratamento inadequado ou falta de tratamento podem levar à cegueira.

 

Recomendações

 

 

Perguntas frequentes sobre o glaucoma

 

O que é glaucoma congênito?

Também chamado de glaucoma infantil. O tipo mais comum é o glaucoma congênito primário, que se instala logo após o nascimento, ou a criança já nasce com alterações no olho provocadas por hipertensão intraocular que ocorreu durante a gestação. As manifestações clínicas aparecem no decorrer do primeiro ano de vida e se caracterizam por globo ocular aumentado e alterações na transparência da córnea, que fica branco-azulada, como se uma membrana estivesse cobrindo o olho. Essa condição é rara.

 

Existe cirurgia?

Segundo o oftalmologista Alberto Betinjane, a cirurgia deve ser o último recurso, pois implica sempre algum risco, tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório tardio. Além disso, muitas vezes a cirurgia não traz os resultados esperados. Por isso, ela deve ser evitada, desde que a doença seja controlada por meios clínicos e não cause prejuízo para a qualidade de vida do paciente.

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