Drauzio Varella

Febre tifoide

A febre tifoide é uma doença infectocontagiosa transmitida por bactéria por meio do consumo de água e alimentos  contaminados ou pelo contato direto. O tratamento inclui a administração de antibióticos. 

A febre tifoide é uma doença infectocontagiosa transmitida por bactéria por meio do consumo de água e alimentos  contaminados ou pelo contato direto. O tratamento inclui a administração de antibióticos. 

 

Febre tifoide é uma doença infectocontagiosa, de notificação compulsória, causada pela bactéria Salmonella enterica typhi. A enfermidade é transmitida pelo consumo de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto, em razão da presença de bacilos eliminados nas fezes e urina humanas dos portadores da doença ativa ou nas fezes dos portadores assintomáticos. Embora haja casos registrados no mundo todo, a enfermidade é endêmica nos locais em que as condições sanitárias e de higiene inexistem ou são inadequadas.

A transmissão se dá exclusivamente por via fecal-oral. Ao penetrar no organismo, as bactérias que não são destruídas pelo suco gástrico no estômago, atravessam a parede do intestino delgado e caem na corrente sanguínea. Nessa fase, surgem os primeiros sintomas. Como a Salmonella typhi pode multiplicar-se no interior das células de defesa, a infecção se dissemina pelo organismo. Os órgãos mais afetados costumam ser o fígado, baço, vesícula, medula óssea e todo o intestino.

Observação importante: É de extrema importância esclarecer que febre tifoide e tifo são duas entidades distintas, transmitidas por micro-organismos diferentes. A primeira é transmitida pela Salmonella typhi e o tifo, por micro-organismos do gênero Rickettsia.

 

Sintomas

 

Algumas pessoas são portadoras crônicas, mas assintomáticas da Salmonella, e podem transmiti-la nas fezes, o que dificulta o controle da doença.

O período de incubação varia entre oito e 14 dias. Os sintomas começam leves, vão crescendo de intensidade nas três primeiras semanas depois do contágio e só começam a regredir na quarta semana.

Os mais característicos são febre prolongada, alterações intestinais que vão da constipação à diarreia com sangue, cefaleia (dor de cabeça), falta de apetite, mal-estar, prostração, aumento do fígado e baço, distensão e dores abdominais, náuseas e vômitos. Em alguns casos, aparecem manchas rosadas no tórax e abdômen conhecidas por roseola tífica.

Sem tratamento, esses sintomas se agravam e podem surgir complicações graves, como hemorragias abdominais e perfuração do intestino, com risco de o quadro evoluir para septicemia, coma e morte.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico leva em conta a avaliação clinica do paciente e o isolamento da bactéria por meio de exames laboratoriais de hemocultura, coprocultura, mielocultura e pela reação sorológica de Widal. Esse isolamento é fundamental para estabelecer o diagnóstico diferencial com outras patologias intestinais que apresentam sintomas semelhantes.

 

Vacinação

 

Duas preparações de vacinas são recomendadas na prevenção da febre tifoide:

O problema é que nenhuma delas oferece imunização completa nem está indicada nas situações de risco de epidemias.

 

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Tratamento

 

O tratamento da febre tifoide inclui a administração de antibióticos (clorafenicol, ampicilina e quinolonas, entre outros) e a reidratação do paciente, e deve começar tão logo seja levantada a possibilidade da infecção.

Repouso, dieta leve e sem resíduos, ingestão maior de líquidos são medidas de suporte importantes durante a vigência da infecção e no período de convalescença que pode ser longo. Nos dois extremos da vida, infância e velhice, assim como durante a gestação, os doentes são mais vulneráveis a complicações.

Embora o acompanhamento dos pacientes possa ser realizado ambulatorialmente, ao menor sinal de agravamento do quadro, eles devem ser encaminhados para atendimento médico-hospitalar.

 

Recomendações

 

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