O que sabemos (até agora) sobre a variante Ômicron | Coronavírus

Ainda é cedo para avaliar os efeitos da nova variante Ômicron, mas os cuidados com a pandemia permanecem os mesmos: vacinação, uso de máscara e distanciamento físico.

Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.

Compartilhar

Ainda é cedo para avaliar os efeitos da nova variante Ômicron, mas os cuidados com a pandemia permanecem os mesmos: vacinação, uso de máscara e distanciamento físico.

Você deve ter ouvido falar nessa variante Ômicron, que foi sequenciada na África do Sul. Muita história, cada vez que surge uma dessas variantes fica todo mundo assustado. Será que ela vai ser muito mais agressiva? Será que ela não vai ser resistente às vacinas disponíveis? 

Neste momento, nós não sabemos. Nós sabemos que essa variante acumulou um número muito grande de mutações, mais do que as outras. Isso quer dizer que ela vai ser mais transmissível, mais contagiosa? Não há dados ainda. Quer dizer que vai provocar uma doença mais grave? Até agora não há nenhuma confirmação.

Então é um momento de cautela. Muitos países estão enfrentando, especialmente na Europa e  em alguns lugares nos Estados Unidos, estão enfrentando uma nova onda da epidemia. Então é hora de a gente prestar atenção, continuar tomando todas as medidas de precaução, mas não entrar no clima de pânico: “oh! Agora nós estamos com uma variante que vai provocar uma grande tragédia”. Nós não sabemos! Não dá pra adivinhar o futuro. Nós temos que demonstrar primeiro quais são as características dessa variante e como ela se propaga. 

Veja também: Ômicron: o que já sabemos

Veja mais

Sair da versão mobile