Polidactilia: o que é e por que ocorre

Na maioria dos casos a causa é desconhecida, sendo uma modificação genética aleatória ou associada à história familiar.

Juliana Conte é jornalista, repórter do Portal Drauzio Varella desde 2012. Interessa-se por questões relacionadas a manejo de dores, atividade física e alimentação saudável.

Na maioria dos casos a causa é desconhecida, sendo uma modificação genética aleatória ou associada à história familiar.

Compartilhar

Publicado em: 30 de junho de 2022

Revisado em: 30 de junho de 2022

Na maioria dos casos a causa é desconhecida, sendo uma modificação genética aleatória ou associada à história familiar.

A polidactilia, também chamada de dedo extranumérico, é uma malformação congênita caracterizada pela presença de seis dedos ou mais nas mãos ou nos pés dos bebês. 

Os dedos extras podem ser pequenos e não funcionais, sem a parte óssea, contendo apenas a pele, ou então totalmente formados, com ossos e articulações. É uma das alterações genéticas pediátricas mais comuns, e em geral a criança não sente dor ou nenhuma outra queixa. 

 

Por que ocorre?

A única causa mais conhecida é a hereditariedade, em que o pai ou a mãe tem o gene autossômico dominante, ou seja, que aparece em todas as gerações da família e dessa forma passa para os filhos. 

Ainda assim, isso não significa que o filho terá de fato a manifestação da condição; na realidade ele poderá apenas trazê-la entre seus genes. 

Muitas vezes é tratada como uma modificação genética aleatória, mas também pode ocorrer em decorrência de algumas síndromes, como a síndrome de Greig e a síndrome de Bardet-Biedl, por isso a importância de investigar logo após o diagnóstico. 

 

Como diagnosticar?

Normalmente, ela é descoberta ainda na gravidez, através de um ultrassom morfológico, ou então logo após o nascimento do bebê. 

Veja também: Ultrassom obstétrico

 

Tratamento

O tratamento é cirúrgico e frequentemente aconselhado, para evitar a limitação funcional, além da questão estética. 

A idade certa para a realização do procedimento cirúrgico depende exclusivamente do tipo e da localização do dedo. Para alguns casos, a cirurgia não é simplesmente cortar o dedo extra; requer a necessidade de reconstrução articular e dos músculos e ligamentos para evitar desvios do dedo no futuro.

 

E se os dedos extras não forem retirados?

Apesar de esse tipo de condição não trazer riscos sérios à vida do paciente, pode trazer problemas de mobilidade e também efeitos psicológicos, principalmente por conta do bullying em idade escolar. 

Veja também: Como reconhecer e agir ao suspeitar de violência contra crianças

Veja mais

Sair da versão mobile