O que é a classificação BI-RADS para câncer de mama?

É um método de avaliação internacional que estima o risco de câncer de mama a partir de uma imagem.

médica examina mamografia para obter BI-RADS. classificação ajuda a identificar o câncer de mama

Compartilhar

Publicado em: 09/11/2023

Revisado em: 10/11/2023

BI-RADS é um método de avaliação internacional que estima o risco de câncer de mama a partir de uma imagem

 

Se você já fez uma mamografia, deve ter se deparado com o termo BI-RADS (do inglês Breast Imaging Reporting and Data System), que numa tradução literal é um relatório de dados sobre a imagem da mama, e tem como principal objetivo estimar o risco de câncer com base no que foi captado no exame.

Segundo a médica Fabiana Baroni Makdissi, mastologista e líder do Centro de Referência da Mama do Hospital AC Camargo Cancer Center, em São Paulo, o BI-RADS é a interpretação do radiologista frente a uma determinada imagem, seja por meio de uma mamografia ou de um ultrassom. Por isso, não se assuste se a mamografia vier com um número e o ultrassom com outro diferente. 

“Isso pode acontecer e quer dizer somente que o laudo não foi fechado junto. Mas cabe ao médico interpretar da melhor maneira e entender o que isso significa”, explica a mastologista.

No laudo, o médico radiologista vai descrever o achado (nódulos, cistos, calcificações, linfonodos) e depois classificar esse achado dentro do BI-RADS. 

 

O que significam os números?

É importante saber que a classificação do BI-RADS varia de 0 a 6. A seguir, a dra. Fabiana explica o que significa cada um dos números:

 

0 –  Significa que o radiologista ficou com certa dificuldade para “bater o martelo”, ou seja, exame inconclusivo. Ele não consegue dizer com certeza o que significa aquilo que está vendo e precisa de informações adicionais, como um ultrassom.

1 –  Significa que não foi detectado nenhum tipo de anormalidade nas mamas.

2 – Houve um achado benigno, mas ainda assim não apresenta nenhum tipo de problema para a paciente.

3 – Provavelmente, o que o radiologista está vendo é benigno, mas a recomendação nesse caso é que o exame seja refeito dentro de seis meses.

4 – Nesse caso, o médico não consegue definir o achado e pede uma biópsia para investigar melhor.

5- Aqui é muito provável que o achado seja um tumor maligno (cerca de 95% de chance), pois as características encontradas na imagem são muito parecidas com um tumor. Mas, ainda assim, o médico pode solicitar uma biópsia para confirmação.

6 – Essa classificação é usada somente em pacientes que já tiveram o diagnóstico de câncer de mama e estão em tratamento. Isso ocorre porque, depois de algumas semanas, o médico pode pedir uma nova mamografia para acompanhamento da doença e confirmação da lesão encontrada no primeiro exame. 

Lembre que, nesse momento, uma avaliação de um especialista é imprescindível, pois além das imagens, o exame físico, que é feito em consultório, é muito importante para estabelecer a melhor conduta de tratamento. 

“A gente precisa somar todas as informações: tem o histórico familiar, o exame físico, o que ela tem de queixa, além do que o médico está enxergando ali. Então, nunca é só o exame [que define o diagnóstico]”, reforça a dra. Fabiana. 

 

BI-RADS pode mudar?

 

O BI-RADS é a classificação de uma imagem, então, com o passar do tempo, pode haver alterações. Por isso as mamografias são solicitadas anualmente, segundo as normas da Sociedade Brasileira de Mastologia, para as mulheres a partir dos 40 anos de idade, visando o diagnóstico precoce e a redução da mortalidade.

O Ministério da Saúde, no entanto, recomenda que as mulheres sem histórico familiar de câncer de mama comecem a realizar a mamografia a partir dos 50 anos.

A detecção em um estágio inicial permite um tratamento menos agressivo, determinando melhor qualidade de vida, com menos mutilação e menos efeitos colaterais, aumentando as taxas de cura da doença.

 

Veja mais

Sair da versão mobile