Bexiga baixa: o que é cistocele?

A cistocele, ou bexiga baixa, acontece quando as paredes da vagina ficam tão fracas que o órgão se desloca. Conheça essa condição.

A condição é comum principalmente em mulheres com mais de 40 anos e que já tiveram filhos. Saiba quais são os tratamentos disponíveis.

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Publicado em: 31/01/2023

Revisado em: 26/01/2023

A condição é comum principalmente em mulheres com mais de 40 anos e que já tiveram filhos. Saiba quais são os tratamentos disponíveis.

 

A bexiga baixa ou caída, nome popular da cistocele, é uma condição que ocorre quando a musculatura das paredes da vagina fica fraca a ponto do órgão se deslocar. A bexiga perde a sustentação e forma um abaulamento na região da vagina. Nos casos mais extremos, a bexiga pode escapar pelo canal vaginal, o que exige intervenção cirúrgica. 

 

Fatores de risco

Em geral, a cistocele atinge principalmente mulheres e homens trans com mais de 40 anos. Ter filhos é o fator mais comumente associado à bexiga baixa, mas vale lembrar que é o processo de gestação que favorece a condição, e não o parto. Isso porque o útero acaba pressionando a bexiga durante o crescimento do bebê, o que pode fazer com que o órgão se desloque. 

Idade e genética são os dois motivos que completam o pódio dos principais causadores da cistocele. É como o Dr Ahmed Mourad, ginecologista e obstetra do Centro de Ginecologia e Obstetrícia, explica. “A primeira [razão], por conta da flacidez natural que aumenta conforme o avançar do tempo. Já a segunda, por causa do DNA da fibra de colágeno, que varia de indivíduo para indivíduo.”

Fibra de colágeno de uma pessoa jovem comparada a de uma pessoa idosa

Sintomas

A intensidade varia de acordo com o grau de deslocamento da bexiga. “Quanto maior a descida da bexiga, maiores e mais fortes os sintomas”, diz o médico. 

 

Os sintomas mais comuns são:

  • Sensação de uma bola na vagina;
  • Sensação de peso na bexiga;
  • Caroço na vagina, que pode ser vista à olho nu ou sentida com os dedos;
  • Incontinência urinária;
  • Dor ou desconforto na região pélvica;
  • Dor ou irritação na vagina durante o contato sexual;
  • Fraqueza ou flacidez dos músculos e ligamentos do períneo;
  • Dificuldade na passagem da urina;
  • Urgência e aumento da frequência urinária;
  • Sensação de que a bexiga está cheia mesmo após ter urinado.

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Como funciona o diagnóstico?

O diagnóstico costuma ser clínico, com base na queixa da paciente. Após ouvir, o profissional vai examinar a bexiga e verificar se há alguma movimentação do órgão. Nos casos mais leves, pode ser necessário um exame laboratorial chamado teste urodinâmico.

Teste urodinâmico

“Nele, são colocados eletrodos na bexiga. Em seguida, a pessoa faz alguns exercícios, e o aparelho analisa as contrações e mostra se a bexiga está fora do lugar ou se há algum outro problema”, elucida o ginecologista. 

 

Graus de bexiga baixa

A bexiga baixa, ou cistocele, pode ser classificada de acordo com o grau da queda da bexiga, que são:

  • Grau 1 (leve): pequena queda da bexiga na vagina, geralmente não causa sintomas;
  • Grau 2 (moderado): a bexiga chega até a abertura da vagina;
  • Grau 3 (grave): a bexiga sai através da vagina;
  • Grau 4 (muito grave): saída completa da bexiga pela vagina.

O médico que acompanha o caso é quem irá determinar o grau de queda da bexiga. O tratamento mais adequado é orientado a partir desse diagnóstico. 

 

Quais são os tratamentos disponíveis?

Isso vai depender da evolução do quadro, de acordo com o Dr. Ahmed. “Nos casos leves, você pode corrigir com alguns exercícios fisioterápicos para fortalecer o assoalho pélvico.”

Já nos mais avançados, é necessário realizar uma intervenção cirúrgica. 

“Há vários tipos de cirurgias que podem ser realizadas nesses casos. A mais realizada nos últimos anos é a implantação de um sling vaginal, uma tela que levanta a bexiga e a leva de volta à posição original.”

Tela é colocada para levantar bexiga

 

É possível prevenir a cistocele?

O especialista reforça o papel dos exercícios fisioterápicos no fortalecimento da musculatura da região. Mas como a gestação e o DNA são fatores de difícil controle, o ideal é ficar de olho nos sintomas e procurar um médico ao notar alguma alteração.

Conteúdo desenvolvido em parceria com a marca TENA

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