remedioefarmaciaiStock_000014720258XSmallA partir de hoje (25/09/2013) os farmacêuticos poderão prescrever remédios que não necessitam de receita médica, como analgésicos, antitérmicos e fitoterápicos. A medida faz parte de uma resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. A prescrição, entretanto, não será obrigatória.

Na prática, segundo Pedro Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), a nova medida tratou de formalizar e legalizar aquilo que já é realizado pelos farmacêuticos há muito tempo. “Nós já fazíamos isso de maneira informal, quando o paciente chegava à farmácia e pedia indicação de algum remédio. Escrevíamos na caixinha o horário de tomar a medicação, a dosagem. Agora, poderemos prescrever e orientar, de maneira mais clara, o uso de medicamentos para tratar o que chamamos de transtornos menores, como dor de cabeça, diarreia, gripe, resfriado e cólica”, explica.

Além disso, o presidente do CRF-SP enfoca que a medida trará maior segurança ao paciente, pois em casos de complicações ele terá a quem cobrar, já que a responsabilidade de indicação do medicamento será do farmacêutico. “Acredito que isso também irá afastar os leigos e aqueles que indicam remédios somente por interesse comercial, sem se preocupar com os riscos”, completa Menegasso.

Por meio de nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou que irá questionar na justiça a resolução do Conselho Federal de Farmácia. “A entidade defende que, apesar de aparentemente simples, uma dor de cabeça pode ser sintoma de um problema mais grave, como um acidente vascular cerebral. Portanto, é mais seguro que o paciente seja atendido por um médico, e não por um profissional que pode conhecer tudo da composição química dos remédios, mas não foi preparado para diagnosticar doenças.”

“É lamentável essa postura do CFM. Os médicos deveriam nos considerar aliados, não inimigos. Não queremos fazer diagnóstico, mas entendemos muito de medicamentos. Inglaterra e Estados Unidos já adotam essa postura há muito tempo”, finaliza Pedro.