doadorNo Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado nesta sexta-feira (14/06/2013), profissionais das áreas de hematologia e hemoterapia apelam à população para que a doação seja feita periodicamente e não apenas nos momentos de necessidade.

Para o presidente da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular), Carmino Antonio Souza, a doação deve se tornar um hábito, como ir ao dentista ou ao ginecologista. “O dia do doador é muito importante, porque a doação é altruísta e gratuita. Portanto, sem a participação da sociedade não temos glóbulos vermelhos, plaquetas. Sangue não se fabrica e precisamos de sangue humano para os tratamentos que fazemos hoje”, disse o médico.

No INC (Instituto Nacional de Cardiologia), na zona sul do Rio de Janeiro, são necessárias cerca de sete doações para um procedimento simples, como revascularização, e de 10 a 15 doações para uma cirurgia mais complexa, como de válvula ou aorta. Segundo a coordenadora do Hemonúcleo do INC,  Graça Fonseca, para não faltar sangue aos pacientes na hora da cirurgia, é necessária a manutenção de pelo menos 30 doações diárias.

Maiores de 18 e menores de 68 anos, que tenham mais de 50 quilos, podem ser doadores. Jovens com 16 ou 17 anos também, desde que tenham autorização do responsável legal. No dia da doação, é preciso apresentar documento com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional.

Mulheres grávidas, que tiveram parto normal há menos de 90 dias ou cesariana há menos de 180 dias, ou que estejam amamentando, ficam temporariamente impedidas de doar sangue. Pessoas resfriadas devem esperar o desaparecimento dos sintomas e quem fez tatuagem deve aguardar 12 meses para fazer a doação.

De acordo com o Decreto-Lei 5.452, o doador tem direito a um dia de folga no trabalho a cada 12 meses trabalhados, desde que a doação esteja devidamente comprovada. Esse direito também se estende ao funcionário público civil, de autarquia ou militar, conforme preconiza a Lei Federal 1.075.