Um estudo feito pela Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e Icap (International Center for Alcohol Policies) apontou que bebidas alcoólicas clandestinas produzidas em São Paulo e Minas Gerais, incluindo cachaças de alambique, uísques falsificados e licores artesanais, apresentam substâncias tóxicas como cobre, metanol e carbamato de etila em sua composição.

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Para realizar o estudo, foram analisadas 65 amostras de bebidas (51 somente de cachaças) colhidas em São Paulo e Diadema (região metropolitana de São Paulo) durante o ano de 2010. Dessas, 61 foram obtidas entre consumidores e vendedores informais; o restante foi pego diretamente de produtores. Em Minas Gerais, 87 amostras (63 apenas de cachaças) foram obtidas entre 2011 e 2012 em cidades famosas pela produção de bebidas, entre elas a capital Belo Horizonte, Passa Quatro e Salinas.

Durante as análises, foi encontrado metanol (tipo de álcool altamente tóxico) em 25 amostras mineiras e em 24 amostras paulistas, embora nenhuma tenha ultrapassado o limite permitido de 200 ppm (partes por milhão). Apenas uma amostra de vinho proveniente de São Paulo registrou índice acima do limite legal. O metanol, quando ingerido em alta quantidade, pode causar cegueira e até levar à morte.

O cobre, que pode prejudicar a absorção de minerais no organismo, foi encontrado em 11 bebidas de São Paulo e em 15 mineiras. Foram registradas quantidades de 26 ou 27 ppm, muito acima do limite legal de 5 ppm,. O carbamato de etila, agente cancerígeno, também estava presente em 65 das 87 bebidas de Minas Gerais.

Além do Brasil, participaram da pesquisa Rússia, China, Índia, México e Sri Lanka.