Fazer dieta, pelo motivo que for, é um tormento para a maioria das pessoas. E não é difícil imaginar o porquê: cortar os alimentos mais gostosos do cardápio e ainda por cima comer quase sempre as mesmas coisas durante o dia não é mesmo fácil. Quem tem diabetes mellitus tipo 2, a forma mais comum da doença, tem que lidar com uma dieta repetitiva, pouco estimulante e restritiva, o que contribui para que o paciente acabe dando as famosas “escapadas”.

O organismo de quem tem a doença produz uma quantidade insuficiente de insulina ou não consegue utilizá-la da maneira adequada para desempenhar bem suas funções. Por causar poucos sintomas, a pessoa muitas vezes demora anos para receber o diagnóstico de diabetes, o que pode causar complicações graves no coração e no cérebro. 

 

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Obesidade e diabetes

 

Diabetes é uma doença associada à obesidade e à vida sedentária. Dados de 2013 da Federação Mundial de Diabetes apontam que 80% dos 11,9 milhões de brasileiros adultos com diabetes estão com sobrepeso. Essa e outras estatísticas demonstram que o aumento de peso agrava o avanço da doença.

É preciso ficar atento, pois o sobrepeso e a obesidade facilitam o surgimento de outras enfermidades concomitantes, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, disfunções pulmonares e problemas psiquiátricos e de reprodução. Felizmente, a doença pode, muitas vezes, ser controlada apenas com mudanças no estilo de vida do paciente, como aumento de atividade física e perda de peso por meio de uma dieta adequada – que devem ser feitos, é claro, com o acompanhamento de um especialista.  

A eficácia da mudança de hábitos é comprovada. Um estudo feito em um intervalo de mais de dez anos (entre 2001 e 2012) com mais de 5 mil participantes mostrou que após um ano os pacientes que restringiram a alimentação tiveram uma redução de peso de 8,6%, enquanto os que não mudaram o modo de se alimentar tiveram uma redução de apenas 0,7%.