Quem sofre de diabetes tipo 2 pode diminuir o risco de complicações se mantiver o controle da pressão arterial. Saiba quais são os níveis aceitáveis.

 

Quem tem diabetes tipo 2 pode diminuir o risco de desenvolver complicações relacionadas à doença se reduzir a pressão arterial, afirma uma revisão dos dados de 40 estudos clínicos envolvendo mais de 100 mil pessoas com a doença e realizada nos Estados Unidos.

Quem sofre de diabetes tipo 2 está mais vulnerável aos efeitos da hipertensão arterial do que as pessoas que não têm a doença. Diretrizes recentes sugerem que quem tem diabetes tipo 2 deve manter a pressão sistólica (o maior valor verificado durante a aferição da pressão arterial, que seria o 12 do famoso “12 por 8”) em no máximo 140 mmHg.

 

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No entanto, o novo estudo demonstrou que o ideal é manter a pressão em no máximo 130 mmHg  para reduzir os riscos de complicações associadas à doença. Houve uma associação entre a redução de 10 mmHg na pressão arterial, de 140 mmHg para 130 mmHg, e a diminuição de 13% no risco de morte.

Foi demonstrada uma associação entre a diminuição da pressão arterial e a redução do risco de desenvolver as seguintes doenças: doença coronariana (redução de 12%); AVC (de 26%); retinopatia – que pode causar perda de visão (de 13%);  e albuminúria – presença de albumina na urina que pode indicar doença renal (de 17%).

A análise foi publicada no JAMA (Journal of the American Association), em fevereiro de 2015.

Para baixar a pressão arterial, os pacientes com diabetes 2 devem adotar mudanças no estilo de vida, como perder peso, fazer exercícios físicos, seguir a dieta recomendada pelo médico ou nutricionista e não fumar. Procure um médico, ele poderá orientá-lo sobre a necessidade do uso de medicação para baixar a pressão arterial.