Câncer de pele: sinais que você precisa saber identificar

Mancha ou ferida que não cicatriza e continua a piorar, apresentando coceira, são sinais de alerta para o câncer de pele.

Dermatologista examina pinta que pode indicar câncer de pele

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Publicado em: 29/12/2022

Revisado em: 31/01/2023

Mancha ou ferida que não cicatriza e continua a piorar, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento são sinais de alerta para o câncer de pele.

 

O câncer de pele é um dos tumores mais incidentes no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são registrados mais de 185 mil casos da doença todos os anos. Esse número se refere à soma dos dois tipos de câncer de pele: o melanoma e o não melanoma.

Para se ter uma ideia, o Brasil fica atrás somente da Austrália, que tem uma das maiores taxas de câncer de pele do mundo, graças, principalmente, ao sol intenso característico do país. 

Por aqui, o carcinoma basocelular é o mais prevalente dentre todos os tipos. Ele surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele), em regiões que ficam mais expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

A boa notícia é que esse tumor tem baixa letalidade e pode ser curado quando detectado precocemente. 

Já os melanomas são menos frequentes, porém com uma taxa de letalidade maior. O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou pretos. Porém, a “pinta” ou o “sinal”, em geral, mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem apresentar sangramento. Essas lesões podem surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente, embora sejam mais comuns nas pernas, em mulheres; no tronco, nos homens; e pescoço e rosto, em ambos os sexos. 

 

Veja também: Quando as manchas na pele são perigosas?

 

Além disso, vale lembrar que uma lesão considerada “normal” para um leigo pode ser suspeita para um médico.

 

Como reconhecer?


Para não haver dúvida, uma lesão indicativa de câncer tem algumas características marcantes como:
 

  • Aparência elevada e brilhante, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida e que sangra facilmente;
  • Pinta preta ou castanha que muda de cor e textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

 

Como prevenir?


O câncer de pele também pode ser causado por alterações em genes – hereditárias ou não – e, dessa forma, também podem atingir pessoas que produzem bastante melanina. No entanto, a exposição ao sol é o principal fator de risco para a doença – e essa pode ser evitada com os devidos cuidados.   

 

  1. Filtro Solar: Talvez você já tenha visto nas redes sociais, a foto do caminhoneiro que havia mais de 20 anos tomava sol somente em uma parte do rosto enquanto dirigia. O resultado foi um lado do rosto com uma pele totalmente envelhecida e com lesões de câncer de pele. O recado, neste caso, é que o filtro solar funciona, mas ele deve ser aplicado corretamente e, inclusive, em dias nublados. 

 A aplicação deve ocorrer cerca de meia hora antes da exposição ao sol, para garantir melhor absorção na pele, e deve ser reaplicado a cada duas ou três horas ou após se molhar. 

 

Qual a quantidade?


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a quantidade de protetor solar indicada para cada parte do corpo é:

 

  • Uma colher de chá de protetor solar no rosto, no pescoço e na cabeça;
  • Uma colher de chá de protetor para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás;
  • Uma colher de chá para cada braço;
  • Uma colher de chá para a parte da frente de cada perna e outra para a parte de trás de cada perna.

 

E como fica a vitamina D?

 

O cirurgião oncológico e head do Centro de Referência de Pele do A.C.Camargo Cancer Center, dr. João Duprat Neto, explica que apenas dez minutos de exposição ao sol em horários de raios UVB mais intensos, como por volta de meio-dia, já são suficientes para manter a boa saúde dos ossos. 

“Não é adequado pensar que quanto mais vitamina D o organismo tiver, melhor. Pelo contrário, pois quando há excesso desse hormônio pode haver graves efeitos colaterais como insuficiência e cálculo renal, perda de apetite e irritabilidade. Outro alerta é o fato de que a vitamina D é produzida com maior intensidade ao se tomar sol das 11 às 13 horas, que é justamente o período no qual os danos à pele são mais intensos, aumentando o risco de câncer.” 

 

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